Thursday, February 19, 2009

Sinto-me obesa



Mais uma ida até ao Litoral de São Paulo. Cada vez que visto um biquíni deparo com a minha obesidade. O feijão, o arroz, sucos, caipirinhas, fritos, acarajé, açaí, pastel, cervejinha, côco, queijinho, carne e muito mais está a tirar-me completamente das medidas. As calças de ganga e as mini saias já são para esquecer, já não entram e sinto-me ridícula. Cheguei a tal ponto de não me sentir bem neste corpo, pesado e com carne, ou gordura, a mais. Medidas urgentes precisam-se . Nos quilometros de areal, caminho , caminho , caminho enquanto vou dando mergulhos deliciosos para me refrescar.














Tuesday, February 17, 2009

Sampa com sol




Realmente o sol faz toda a diferença. É luz, energia, calor, tudo se altera com a sua presença. São Paulo fica de mais com sol, tudo vibra, o cinzento do betão, ilumina-se, tudo ganha cor, luz, vida.
Uma tarde passada na Benedita, mercado de Sábado na Benedita onde se concentra muita gente por todos os botecos e nas ruas. Antiguidades e novos talentos, artesanato, peças de roupas, jóias, chapéus, bolsinhas,..., mercado de comidas tradicionais na pracinha, onde se encontra o cantinho de comida portuguesa também. As banquinhas , concertos, samba, chorinho, mais á frente cruzei a Rua de Lisboa. É alegria, muito convívio, cervejinha, passinhos de dança e todos andam alegres com boa disposição de mais uma tarde de Sábado bem passada, sol, muita luz, muitas cores quentes.

Monday, February 16, 2009

Um momento em CHEIO


O concerto dos Manu Chau, que espectáculo , sim senhor , senhor espectáculo!

No Brasil quem é estudante tem direito a desconto para quase tudo, e um grande desconto, é quase sempre metade do preço, tanto em espectáculos, como cinema, futebol, e muitas outras coisas. Mas os Manu Chau quiseram facilitar a entrada para alem dos estudantes. Com 1kg de farinha ou de arroz à entrada do espectáculo também se tinha direito ao preço pela metade. Achei incrível da parte deles. À entrada acumularam-se sacos de arroz e/ou farinha formando uma montanha gigante. Assim para alem de facilitarem as entradas, tiveram uma atitude de caridade distribuindo os cereais para o banco alimentar.

Três horas de concerto, sempre a abrir, sempre a bombar, incrível, os anos passam e eles continuam a fazer vibrar. Dancei sem parar. Foi uma sauna colectiva, Sai, Saímos de lá totalmente encharcados, dava para espremer as roupas de tanta água acumulada. Tocaram todas aquelas musicas que ouvi já vezes sem fim mas que nunca fartei. Lembrei-me de tudo o que já vivi ao som dos Manu Chau. Das fases que passei, das viagens que fiz e de todas as pessoas que me foram acompanhando desde o aparecimento desta banda, que acompanhada ou sozinha fomos cantando com simpatia.

Não é ficção não!


É real mesmo o exagero de sequestros cometidos no Brasil. Não se fala muito sobre o assunto, já não se faz notícia sequer , para não serem dadas informações ás quadrilhas.
Mas o que é certo é que entre os doze milhões de habitantes só da grande metrópole de São Paulo, cada um tem um amigo, familiar, conhecido, ou amigo do amigo que já passou por uma situação dessas, não é brincadeira mesmo. Os alvos, podem ser qualquer um, mas normalmente são feitas algumas investigações para que o capturado seja um alvo que possa render milhões. Nestes meses, uma pessoa próxima não de mim, mas de outra muito chegada a mim, esteve três meses em cativeiro. É chocante não é?! Por sorte, depois de muitas negociações e emboscadas , ele foi encontrado pela policia são e salvo sem ter sido necessário o resgate. Soube também que a policia especializada em sequestros no Brasil, é muito competente e consegue na maioria dos casos trazer os reféns de volta. Por vezes, já não tão bem tratados, ou tarde de mais para que tragam consigo marcas profundas que os acompanharão para o resto de suas vidas. Por outras já não tão cedo ao ponto de não ser possível traze-los com vida. Para além de ser aterrorizador, o que aflige é pensar como determinadas famílias conseguirão pagar tal resgate, visto que rondam números muito elevados, principalmente quando não há banco que empreste determinada quantia, nem tempo de vida para pagar tal empréstimo,quando não se tem bens, quando o salário pouco mais ou nada dá para extras das despesas correntes. Ah e ainda, na possibilidade de se conseguir pagar , como se sentir seguro de que a dose não se vá repitir? São realidades para muitos e que para muitos outros só conhecem mesmo em filmes.

Monday, February 2, 2009

Na casca do ovo


Durante uns dias fui acordada com os homens que andavam a restaurar o edifício. Por ser o último andar e por eles andarem feitos ninjas pendurados no telhado e no terraço a rasparem as paredes, senti-me numa casca de ovo. Deparei que as casas são como se fossem cascas. Enquanto dormia aquele raspa raspa incomodava-me assombrosamente, uma sensação de invasão na minha cobertura protectora.