Antes de decidir, há passos que se devem seguir.
A decisão certa

Em apenas dois segundos podemos tomar a melhor opção!
Esta é a teoria inovadora, defendida pelo jornalista norte-americano Malcom Gladwell no livro Blink – The Power of Thinking without Thinking.
Para Gladwelll, a decisão imediata é, muitas vezes, igual à que se chega depois de analisados os prós e os contras de forma mais demorada. Isto acontece porque o nosso cérebro guarda apenas as informações relevantes e essas são processadas de imediato. Quando se demora algum tempo a decidir as emoções já vão influenciar a escolha. Para o autor, este fenómeno não se trata de uma simples intuição, mas sim de um pensamento racional muito rápido, bastante útil em situações de stress.
No entanto, as decisões rápidas fazem com que se torne mais difícil distinguir a informação útil da acessória, exactamente o critério mais importante para a sua eficácia. É importante ter claro qual é o prazo limite para as decisões que temos de tomar: uma decisão de vida ou de morte exige uma ponderação em milésimos de segundo, uma decisão de mudança de emprego deve levar mais do que isso.
Ciclo Vicioso

Em algumas pessoas o "não fazer" é de tal forma crónico que acabam por deixar de fazer muitas coisas, com considerável penalização pessoal. Na base do adiamento estão factores como desvalorização pessoal, défice de autoconfiança, hostilidade face às tarefas e baixa tolerância à frustração.
Muitas vezes a dificuldade é estimada de forma exagerada pela própria pessoa, que por isso sente que não tem condições para a realização de tarefa, antecipando a frustração possível e adiando-a.
O perfeccionismo é outro dos inimigos da realização. criar expectativas demasiado elevadas não permite uma aproximação progressiva aos objectivos, pelo que as tarefas se tornem difíceis de cumprir e são condenadas ao adiamento.
Boicote Pessoal

Entrar num ciclo perfeccionista nas diversas áreas da vida pode tornar o adiamento crónico. mas pode-se adiar em apenas uma área, como a do trabalho, ou naquela onde se manifesta mais hostilidade face ás exigências. Se se trata de algo em que temos mais dificuldade é exactamente aí que se torna necessário investir mais tempo. Caso contrário, geram-se sentimentos como ansiedade, depressão, angustia, culpa ou vergonha, que inibem ainda mais a acção.
E sabemos que os estados psicológicos influenciam a saúde física.
Manter sempre a clareza dos objectivos e ter em mente que a autoconfiança se promove pelo esforço de acção e pela aprendizagem resultante.
Atenção às Rasteiras

Adiar porque se trabalha melhor sob pressão pode ser uma estratégia desenvolvida para evitar lidar com as dificuldades, o que só contribui para uma visão menos valorizada de nós próprios.
Pensar em prazos é útil, pois quanto mais tempo temos para as tarefas mais as eternizamos. E este é o padrão que se pode estabelecer cedo e que depois se vai mantendo ao longo da vida.
ADIAR É UM ERRO!
Estratégia:
1. Identificar os motivos
2. Iniciar a acção
3. Centrar nos benefícios da acção
4. Vencer a inércia
5. Estabelecer tempos certos
6. Post-it
7. Agendar tarefas
8. Passo a passo
9. pedir ajuda
10. Contar com recaídas
Hora de Decidir

Em cada minuto da nossa vida somos confrontados com inúmeras opções e soluções para problemas, ou estratégias possíveis para chegar onde desejamos. São as decisões que dão à vida a forma que queremos e é impossível viver sem as tomar. E mesmo quando deixamos que o tempo e as circunstancias decidam por nós, estamos a tomar uma decisão.
Cada escolha que fazemos é única, daí a necessidade de ver em cada uma destas, a sua especificidade.
Uma decisão razoável dentro do prazo é melhor do que uma boa decisão tarde demais. Adiar só será eficaz desde que tenhamos tempo para decidir, aproveitando esse facto para considerarmos todas as alternativas possíveis para nos sentirmos mais seguros na "hora H".
Razão VS Emoção

Sempre que tomamos uma decisão, a razão e a emoção entram no jogo. O ideal é que cada um de nós encontre o equilíbrio entre a racionalidade e as emoções que mais nos satisfazem enquanto indivíduos e isto só se consegue se as nossas decisões forem tomadas de forma consciente. As decisões de cabeça quente tendem a ser precipitadas.
A intuição é um poderoso instrumento na tomada de decisão, porque faz com que eliminemos as hipóteses que não precisamos de considerar ao adoptarmos uma resolução. por este motivo só vale a pena confiar nesta faculdade, se ela já nos deu boas decisões no passado, se não, é melhor ter cuidado.
Idade e Experiência

Quando se toma uma decisão errada, o melhor que temos a fazer é aprender com ela.
Olhando para trás é sempre fácil dizer o que deveríamos ter feito, mas no momento de decidir não podíamos sabê-lo, ou podíamos? a resposta a esta questão é que vai esclarecer se seremos ou não capazes de aprender com os nossos erros.
Se ainda formos a tempo ainda podemos minorar os estragos dessa decisão, se não resta-nos tentar não voltar a cometer o mesmo erro. À medida que a idade passa, aumenta um factor importante na tomada de decisão: a quantidade de informação de que dispomos. Por isso, não é de estranhar que com o passar dos anos, tomar uma decisão se torne um processo menos complexo, As pessoas já aprenderam com os resultados das decisões do passado e sabem melhor o que querem e o que valorizam e tudo isto em conjunto revela-se útil na hora de decidir.