Sunday, May 31, 2009

Singapore, Me, They, Myself, and I











Em Macau sinto esta necessidade de sair pelo menos uma vez por mês. Estou com certeza mal habituada. Mas o facto de não poder meter-me num comboio e seguir, nem que seja andar para a frente e para trás, faz-me sentir falta da deslocação passando fronteiras sem ser ás voltinhas em círculos e semicírculos.
Mas desta vez, curiosamente, estava com vontade de regressar a casa. Porque quero sentir que tenho uma casa, porque enho demasiadas coisas para fazer, a cabeça está muito ocupada e com vontade de concretizar o que vai na mente. O calor foi muito até ao ponto de pensar "já que não estou a fazer nada de produtivo, podia estar na praia", mas não foi bem assim. Não foi produtivo, mas serviu para ver coisas novas, surgirem ideias, descansar bastante e aumentar a minha ansiedade com os milhões de pensamentos que se atropelam, entre receios, duvidas, "deadlines".




















Não regressava a Singapura desde há vinte anos atrás, ou seja desde 1989. Aquela que me pareceu uma cidade altamente futurista na época, para alem de não se parecer com uma cidade da Ásia, muito organizada, civilizada, agora vi-a como uma cidade que poderia ser na Austrália ou num outro lugar qualquer daqueles que nunca fui mas que imagino que sejam.

Dá para perceber aquilo que já sabia, da qualidade de vida. A cidade não é muito grande, é altamente segura, está repleta de espaços verdes, cercada por água, de mar e de rio. As casas não são amontoadas, os bairros sociais são dos melhores do mundo, estão ao nível de uma habitação daquelas que custam os olhos da cara e não só, em Portugal por exemplo. Não se sente a poluição, não há transito, existem demasiadas regras que todos respeitam, há o que fazer, para onde ir, cinemas, espectáculos, museus. Os transportes públicos funcionam lindamente, as pessoas são muito simpáticas, as ruas são tão limpas que davam para se comer nelas. Bom, de certa forma achei descaracterizada e "boring", por vezes, estava em alguns lugares da cidade e que poderiam ser em qualquer lugar do mundo. A realidade é que temos ou eu tenho, que contestar sempre, sou uma insatisfeita por natureza e gosto de apreciar assim como de criticar, Enfim, "Singapore is not my place. Is not my stile of life, could be, for a short time! Or maybe not, never know ".
Mas sim, só o facto de lá ter ido fez com que despertasse em mim um lado que estava a algum tempo bloqueado.








Thursday, May 28, 2009

Wednesday, May 27, 2009


Era deste tamanho aquela que se cruzou no meu caminho ao chegar a casa no outro dia, que coisa!!!! Um aranhão a passear na rua, até pensei que era um caranguejo, não que fosse mais normal!!!!

Saturday, May 23, 2009

Thursday, May 21, 2009

Quase quase...


Obcecada por arvores, por ramos, raízes, troncos e a minha arvore esta quase terminada. Dentro de poucos dias vou postá-la aqui!

Wednesday, May 20, 2009

Estou morta de cansaço.


Na verdade há muito que não me sentia tão viva de tanto trabalhar.

Tuesday, May 19, 2009

Será????!!!


Será possível partir ou torcer um dedo do pé sem se dar por isso?
É que tenho acordado estas manhãs com uma dor fortíssima no dedo médio do pé, reparei hoje que até esta inchado. Mas não percebo como isso é possível se nem se quer dei conta. O mesmo se passa com o meu ouvido direito, acordo com umas dores intensas, como se me tivesse entrado água. Mas não mergulho há mais de duas semanas.So weird!

Wednesday, May 13, 2009

Once I started looking, I saw them everywhere.



Precisamente há um ano para cá comecei a ver corações em todo o lado. Curiosamente nunca gostei de usar seja o que fosse com corações. Os corações explodem por todo o lado; corações desenhados nas paredes, pastilhas elásticas no chão com forma de coração, anúncios publicitários, homens e mulheres que usam t-shirts com corações no lugar do LOVE "I Love Ny, ou "I Love China, I love Shanghai, I Love Hong Kong,..."(é o que tenho visto por aí), chocolates em coração. Meninas pequenas usam ganchos com corações, ou meias, fitas no cabelo, nas roupas, as suas avós usam broches antigos em coração, as mães usam nos acessórios, agarrados à carteira, ou ao colar e pulseiras. Os corações decoram as montras.

Também se encontram nas nuvens, nas folhas das arvores, nas sombras, nas pétalas, nas conchas, nos morangos cortados. Parece que a natureza está em sintonia com as pessoas, ou mais provável que seja ao contrário.

Uma vez que comecei a reparar neles, vejo-os por todo o lado.



O coração é o nosso núcleo espiritual, emocional e moral. O coração simboliza o amor. E vida. Este símbolo anda estampado pelo mundo. Um símbolo que representa, demonstra, decora.
O ser humano é obcecado pelo amor, por isso há marcas de corações por todo o lado.

Eu descobri que olhar para um coração faz-me sorrir; é um pequeno momento de alegria e eu guardo-o comigo. Tenho esse pequeno hobby quando ando a passear – o meu pequeno estudo antropológico sociológico do coração. Para onde quer que vá eu vejo-os.

Por vezes chamo a atenção das pessoas que estão comigo para repararem nesse fenómeno, uns ficam indiferentes, outros para alem de acharem graça também começam a reparar mais neles.

Até no suor formou-se um.

Tuesday, May 12, 2009

Monday, May 11, 2009


Fez dois meses que cheguei. O primeiro mês sem dúvida que é sempre um período de (re)adaptação. Agora sinto-me novamente integrada, com uma rotina, cheia de actividades. Olho para o céu enquanto ando pelas ruas e nem acredito nesta luminosidade, de som nos ouvidos, porque na adaptação é que queria estar atenta a todos os ruídos, agora quero que eles não perturbem a minha musica. Comecei a correr na semana passada, eu nunca gostei, mas agora estou a fazer um esforço que penso que me está a fazer muito bem. No outro dia a corrida foi num circuito em Coloane, não foi muito tempo mas o suficiente. Apanhei um escaldão que me deixou a parecer um tomatinho cereja. Depois, de seguida ainda fui para a piscina dar umas braçadas valentes, como se não bastasse terminei o dia no yoga. Incrível, o corpo humano tem tanto potencial, num mês e meio sinto uma diferença incrível na resistência e na flexibilidade.
Gosto desta terra, gosto de estar cá, sinto-me bem, por vezes perturba-me o facto de ser tão claustrofóbica e tão fumarenta. Mas sinto-me bem aqui. Agora que estou bastante ocupada e embrenhada nos afazeres também já começo devagarinho a despedir-me dela. Não falta muito tempo para ir. Mesmo sabendo que é assim, faz-me sempre confusão pensar que esta terra é tudo muito mais simples, mais fácil. Os autocarros são de porta a porta, quando não apetece andar no transito dá para chegar a pé. Dá tempo para tudo e mais alguma coisa, o problema é que não há assim tanto por onde variar. De facto aqui é tudo mais simples e mais rápido. Mas a poluição e as saudades estão-me a matar!!

Friday, May 8, 2009

Simplesmente CHOCANTE!




Good for them?
Last November, The Globe and Mail (Toronto) reported some exciting medical news from China: Smoking is great for your health! Cigarettes are an excellent way to prevent ulcers, reduce the risk of Parkinson's disease, relieve schizophrenia, boost your brain cells, speed up your thinking, improve your reactions and increase your working efficiency! (No word on erectile dysfunction, but you have to believe it helps there, too!) As for those depressing warnings about lung cancer, not to worry. You're more likely to get cancer from kitchen smoke than from smoking!
"This is the bizarre parallel universe of China's state-owned tobacco monopoly, the world's most successful cigarette-marketing agency," The Globe and Mail reported. "If you believe the Web site of the tobacco monopoly, cigarettes are a kind of miracle drug: solving your health problems, helping your lifestyle, strengthening the equality of women, and even eliminating loneliness and depression." Such preposterous thoughts are widely believed in China.

Tirado daqui:
http://www.post-gazette.com/pg/06123/686910-294.stm

A Chinese county has rescinded a rule urging its government workers to smoke more in order to boost tax income.
The authorities in Gong'an county had told civil servants and teachers to smoke 230,000 packs of the locally-made Hubei brand each year.
Those who did not smoke enough or used brands from other provinces or overseas faced being fined or even fired.
But the government has now backtracked from the policy, after a report in a local newspaper generated criticism.
U-turn
A million people die from smoking-related diseases in China every year, but the local authorities were initially undeterred by the health risks.
"The regulation will boost the local economy via the cigarette tax," Chen Nianzu, a member of the cigarette market supervision team in Gong'an county, Hubei province, told the Global Times newspaper.
The paper said the measure was probably an attempt to shore up the Hubei brands against tough competition from cigarettes produced in neighbouring Hunan province.
On Tuesday, the local government's website published a statement saying "We decided to remove this edict", but declined to elaborate further.
Smoking is deep-rooted in Chinese culture - where more than half of all male doctors smoke - and there is still a general lack of awareness about the impact on health.
But the authorities have recently started encouraging smokers to kick the habit - even imposing a ban on smoking in public buildings in the capital, Beijing, in the run up to the 2008 Olympic games.

tirado daqui :

http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/8033101.stm

Thursday, May 7, 2009

Da varanda do lago



Estou aqui no quarto, são 1:51 da manhã, oiço gritos e garrafas a partirem-se. Vou à varanda e vejo o que esperava, um grupo de alcoolizados que perderam o controlo e desataram numa briga. Nesta varanda onde já assisti a um homem a afogar-se, fogo de artificio do mais belo, coreografias no lago, espectáculo de água e luzes, manifestações no 1º de Maio, a tocha das olimpíadas a passarem, a dança do dragão, os velhinhos a praticarem tai chi, as velhinhas na dança do leque, corridas dos barcos-dragão, discussões, pancadaria, lanternas a serem lançadas à agua (festa da lua) , tempestades e relâmpagos intensos, tufões onde tudo voava. Nesta varanda onde já vi o céu de todas as transformações e cores possíveis, serenamente
espio aqui do alto sem nada fazer, apenas observo como se de uma tela tratasse, onde se projectam todos estes filmes que fazem com que o cenário seja mais real. Daqui da varanda nada faço, apenas presencio a vida lá fora, daqui, da varanda do lago.

Wednesday, May 6, 2009

The last amazing weekend was, was...at Hong Kong yuhuuuu























Praia, sol, mar, amigos, mochila, barcos, movimento, descontracção. Depois da primeira noitada na ilha de Hong Kong fiquei completamente arrasada, sinto que a minha pedalada está se a direccionar mais para a boa vida durante o dia, mais do que a vida de morcego que me arruína em todos os sentidos. Segundo dia, hora de ir para a praia, hum, boa, tudo fully booked , God...depois de centenas de telefonemas a tentar arranjar um lugar para dormir, nas ilhas ou em qualquer lugar em Hong Kong desistimos e foi o melhor que fizemos. Ficamos a dormir na praia, ai que coisa boa, como eu gosto de ser ciganita-
No inicio estávamos um pouco desconfortáveis, se chovesse estava tudo estragado, rezávamos para que os mosquitos não perturbassem, nem os cães, nem os búfalos, nem as aranhas nem o frio nem nada. Claro que a noite não foi de um sono profundo, mas foi tranquila e o melhor foi acordar às 6 da manhã, percorrer a praia deserta, saltar, respirar, ouvir o vento, ouvir o mar, sentir o sol e respirar maresia. Esse dia tive-o como um momento revitalizador, regenerador, relaxei, vivi aquele dia em plenitude a aspirar para que se estendesse no tempo. Curioso, é que senti que a minha felicidade, para alem de toda aquela harmonia do sentir, estava relacionada ao facto de ter o nosso improvisado lar por baixo daquelas árvores. Enquanto no inicio nos fez confusão não ter um tecto, não ter para onde ir, logo depois do desapego, é essa liberdade que ressalta. Claro que adoro pôr nestes termos porque sei que tenho sempre um tecto, um chão, uma conchinha acolhedora cheia de conforto e afecto.E quando se tem uma praia o problema fica resolvido. Porque já me aconteceu em viagens, não ter mesmo onde ficar pela mesma razão, por estar tudo cheio e aí tivemos que dormir no carro, uma outra vez no porto, uma outra na estação de comboios, outras vezes ter que desistir e mudar mesmo o destino.




Já de regresso recebemos a mensagem do alerta H1N1, que tinha chegado a Hong Kong. Mal saímos do barco começamos a ver imensas pessoas de máscara e em muitos sítios para alem da mascara também usavam luvas. Ao entrar no ferry começamos a perceber a dimensão da coisa, ou melhor a perceber que aqui não estão para brincadeiras, não se pode perder o controlo. No ferry tive vontade de tossir algumas vezes, respirei fundo para impedir a tosse, não fossem achar melhor deter-me para averiguações. Pensei, desgraçados daqueles que ficaram retidos no hotel, e que hoje passados quatro dias ainda lá estão, mas ainda bem que ficámos na praia, não fossemos parar a esse tal hotel.