Saturday, March 29, 2008

Thailandia#2


Afinal nao era uma semana, era, mas agora sao duas, daqui a mais uma semana regresso para este meu cantinho partilhado....

Friday, March 28, 2008

still in koh tao

Nunca quero deixar de ser criança. Correr na areia, nadar à pato, saltar de alegria e "chorar" por um doce.
Os meus dias estão a chegar ao fim aqui.



Ao acordar de manhã
O meu coração inclina-se perante um novo dia:
Que todos os seres despertem
E se encham de uma nova vida.


A comida , a comida...parece que não sei falar de outras coisas, parece que não sei pensar em mais nada. mas afinal de contas também não somos aquilo que comemos?! E, se somos!!! Tudo tão fresco, tudo tão saboroso..


Ainda dizem que em férias não nos cansamos...acordar bem cedo, o dia espera-nos. O mergulho começa às 7 e meia da manhã. Há muito que tratar, que fazer num dia. Nadar, comer, conversar, ler, descansar, passear, mergulhar, fazer massagens, namorar,olhar as estrelas, sentir a brisa, reflectir, dormir, rir,olhar uma flor, parar para ver as borboletas, ouvir o cantar dos passaros, lavar-me, vestir-me, caminhar e À noite cáio redondinha na cama para mais uma dose de sonhos coloridos!
devia ser sempre assim...

Thursday, March 27, 2008

Mais selva, mais passeio, mais amor...





Depois de alguns passeios pela ilha, descobrir outras praias e outros caminhos, decidimos depois de uns dias maravilhosos na selva, deixar a cabana do amor e seguir rumo à praia, let's go Dive!


Os mergulhos, a cabana na praia.















É inacreditável quando mergulhamos fundo e descobrimos um novo mundo. Quando estamos à superfície, não fazemos ideia do que está lá em baixo. Vida, muita vida, cor sem igual. Quando estou lá em baixo penso sempre " mas quem criou tudo isto foi um artista, um génio, uma imaginação, de um gosto e requinte inimagináveis...." toda a natureza me deixa estupefacta. O fundo do mar, dá-me para além de uma grande tranquilidade, deixa-me com um sentimento mais profundo ainda de paixão pela vida.
Fico doida com o mundo dos corais. Com a transparência da água, com a quantidade de peixes coloridos, com as infinitas espécimes aquáticas. Nesses momentos, deixo de ser eu, passo a ser mais um ser que pertence àquele habitat. Desta vez não tirei nenhuma fotografia, ficou tudo registado aqui dentro. Os mergulhos foram bons, mas o snorkling também não ficou atrás. Percorremos a baía de Este a Oeste, de Oeste a Sudeste, de Sudeste a Nordeste, Sul a Norte.. Cada dia que passa, cada momento que vivo e que segue, agradeço por ter estas oportunidades, cada minuto corpo e mente regeneram, revigoram. Agradeço por poder apreciar, por poder sentir , viver estas maravilhas que me levam ao êxtase. Que me trazem a calma interior e não me deixam largar o sorriso estampado no rosto.





Tuesday, March 25, 2008

A chegada a Koh Tao

Gosto de ter tempo e de demorar tempo a chegar a um lugar. Ter a percepção da distancia e na caminhada ter tempo de acompanhar o tempo.






Chegada à ilha sem a menor ideía para onde ir. Saltámos para o primeiro jipe, perguntámos às raparigas que já lá estavam para onde iam. Fomos com elas, desilusão total, passeios , jardins, bungalows organizados, escolas de mergulho umas a seguir ás outras, primeira impressão " Beverly "....não era bem isto que estava à espera de encontrar...ok, procurar um sitio para ficar...á medida que íamos percorrendo a fileira dos diversos bungalows ao longo da praia íamos avançando para o extremo da ilha, estavam todos cheios!!

ok, parar, sentar e comer. Alugámos uma mota e fizemo-nos à estrada. Começámos a subir a montanha , a afastarmo-nos da praia e a entrar cada vez mais no mato. Os bungalows aqui, tinham uma vista incrível, eram tranquilos mas quase todos tinham janelas abertas, espaços gigantes entre os bambus, nas paredes e no chão. Só de imaginar a bicharada toda a entrar, fiquei hesitante. Não tínhamos muita hipótese de escolha, com bagagens atrás, optámos por ficar no mais selvagem de todos, que por sua vez não tinha casa de banho no quarto. O bungalow era em cima de uma árvore, o sonho de qualquer criança. As janelas, eram buracos feitos nos paus de bambu. A vista era incrível, pela manhã percorríamos o trilho que levava ás rochas de onde saltávamos directamente para o mar. Nadávamos, mergulhávamos bem fundo naquelas águas translúcidas enquanto víamos os barcos a passarem.





Inacreditável. Quando me apercebi que estava mesmo no meio do mato primeiro estranhei, depois entranhei, já dizia Pessoa...Começamos a ter algumas visitas, como aranhas gigantes, osgas, formigas, traças, borboletas, minhocas. A primeira aranha que vi agarrada ao mosquiteiro, chamámos o homem para ir lá tirar, mas ele sem dó deu-lhe uma chinelada e acabou-lhe com a vida. Nunca mais chamámos o homem outra vez. Desde esse momento decidimos que todos os bichos eram visitas que podiam partilhar o mesmo espaço que nós. Eles estavam entretidos e nós também. Eles estavam em paz, e nós também. "Não me incomodes que eu também não te chateio!"
Estes dias foram incríveis. O Sitio brutal. Adormecer com o som das ondas que embalavam pela noite dentro, acompanhado pelo gri gri dos grilos. Acordar com o mar e, o eco das cigarras no seu auge.
Mas o bicho mais incrível que encontrei lá foi um escorpião, que por vezes parecia um rato.