Friday, October 31, 2008

por aqui...



Ando sem vontade de escrever. Enquanto ando fora de casa não paro de pensar em bons textos, em situações que me apetece contar quando regressar ao computador. O que é certo é que tem sido sistemático este não saber o que dizer quando me sento em frente ao monitor.

Estou a gostar de São Paulo. Ainda conheço muito pouco, ou quase nada. Já vi algumas exposições de artes plásticas, já percebi que tenho dezenas mais para ver. Afinal são Paulo tem muitas zonas verdes e os espaços cuidados (fiz esta observação algumas vezes à qual obtive a resposta que isso é porque ainda so andei nas zonas nobres da cidade. Ao que parece , quando não é tão central o cenário muda de figura). É de facto uma cidade muito perigosa, que me tem condicionado um pouco. O sistema de transportes públicos é meio complicado. O metro é ridiculamente curto, os autocarros são infinitos, para além de ficarem horas no transito, quase que é preciso tirar um curso teórico/prático intensivo para entender a rede. Eu não entendo nada e claro, tenho medo de me aventurar, de me perder como tanto gosto nas cidades que estou a descobrir. Aqui, nem tento muito, tenho medo de levar um tiro. As pessoas são na sua maioria muito simpáticas, descontraídas e muito legais (tem de tudo na verdade, como todo e qualquer lugar).
Todas as manhãs vejo as noticias, e há sempre como noticia uma ou mais pessoas que foram assassinadas, ou na véspera, ou durante a noite ou na madrugada. A última que me impressionou, foi uma mulher que levou três tiros na cabeça, estava dentro do carro e tinha acabado de deixar os quatro filhos na escola, era psicóloga e o sucedido foi na vila madalena, bairro onde tínhamos estado umas horas antes. Foram raras as vezes em que circulei sozinha, mas essas eu senti-me muito pouco à vontade, por ter tanta historia trágica na cabeça. Afinal, depois tenho visto que não é bem assim. Todas, ou , a maioria dessas mortes foram acertos de contas ou umas encomendas. Aqui é comum pagar-se a alguém para a fazer desaparecer do mapa. Penso que esta semana tenho que me atirar mais para a rua. Estou cansada do meu condicionamento. Ainda ficam espantados quando conto algumas das minhas aventuras radicais pelo mundo fora, como a do night dive com os tubarões. Para mim isto custa-me muito mais. Olho para as pessoas e tentar perceber que tipo de ser é este ou aquele, se tem arma ou não, se estou na rua certa. Lembro-me da China por onde andava sozinha por qualquer rua de Shanghai e a qualquer hora, numa grande descontracção. Não me aflige perder-me, aflige-me ir parar ao sitio errado á hora errada. Enquanto ando acompanhada, confesso, que nem penso nisso, ando sempre descontraída. Agora também digo, que aqui deve-se circular o mais simples possível. o meu relógio abandonei-o desde o primeiro dia. Não tenho registos fotográficos, porque ou por preguiça ou por querer passar despercebida a câmara esta sempre guardada. No campo e na praia porque não quero andar carregada, quero mais sentir observar do que enquadrar tais paisagens em milésimos de segundos de imagem limitada. Na cidade, ando com uma bolsinha com quase nada, celular, algum dinheiro, cartões do banco ficam em casa, apenas o de bilhete único(para o ônibus) ou de estudante(que já não sou, mas ofereceram-me)para os eventuais, que são muitos descontos, entradas nas exposições, cinemas, ingressos para o futebol, concertos etc, ah as chaves de casa e a minha agenda que me tem acompanhado sempre, o meu bloquinho de notas com todas as dicas imprescindíveis para que me oriente minimamente, esta cabeça não fixa nomes nenhuns.
Cá não se usa cá, mas sim aqui. Os nomes dos bairros começam todos, ou quase todos por jardins ou vilas, a vila madalena, A vila Mariana, a vila Olímpia , o Jardim Mª Luiza (sim, escrito com 'z'), etc..os nomes mais difíceis de fixar são os indígenas como Ibirapuera.
Já não sei que língua falo, é uma espécie de atrasada na fala com dislexia. Só me lembro de no secundário ter tido uma professora que me rasurou o exame quase todo por dizer que o meu português era abrasileirado, que devia andar a consumir novelas a mais. Ela tinha razão. Isso e bandas desenhada sem qualidade, os livros aos quadradinhos do Cebolinha , da Mónica, dos Patos todos. Foi precisa alguma atenção para corrigir o meu português. O Abandono das ditas novelas e a troca de livros de retrete por outros de mais conteúdo foram uma ajuda preciosa.. Mas agora passados tantos anos estou a voltar atrás. É uma tendência minha, apanhar o sotaque. No Alentejo passo a falar alentejano, assim, como na Madeira, ou Porto. Aqui é mais uma necessidade de comunicação. Pois ninguém me entende. Matraquilhos é Totó no Rio e Pebolim em Sampa, autocarro é ônibus, comboio é treim, amnistia é anestia, muito giro não existe, estou a gostar ou a trabalhar não é compreensível, tenho mesmo aplicar os gerúndios trabalhando, morando, indo, comendo, pensado, todo o mundo e não bué pessoal.' Light' não me entendem tem de ser 'lightgi'. Não estou a perceber . "oi?" ah ok " não entendo, ou não entedgi" Bom dia deixou de ser para dar lugar ao Bom dgia, qual pequeno-almoço é café da manhã. Nada de pastel de bacalhau mas sim bolinho de bacalhau. Uffa confesso que ando muito tímida, e por vezes comunicar aqui fica mais complicado que na China. Anedotas dos portugueses são aos pontapés, o português é visto como o estúpido(mas isso não é só aqui..). Em São Paulo, sinto um misto, ando nas avenidas ou bairros, transportes ou bares, parece China, Tailândia, México e Portugal. Agora tirem a vossa conclusão. è tudo estranho, mas começo–me a sentir em casa, porque pelo menos culturalmente apesar dos brasileiros serem diferentes dos portugueses, são de todos os que mais parecenças têm com os português. Por isso me fazer tanta confusão, acho-os tão parecidos com os portugueses(alguns) e por vezes falo falo e acho que não entenderam nada, chegam a perguntar-me se sou americana, francesa ou alemã.Ontem numa festa de inauguração de espaços de arquitectura, onde eu não fazia ideia de que a maioria ía vestida como se fosse para uma gala, onde havia mais peruas que eu sei lá o quê , onde eu estava uma chunguita e todas olhavam por estar tão deslocada com a minha vestimenta, calma não foi assim tão grave, arquitectos e designer estavam tranquilos mas visitantes era mais uma passerelle. tive vontade de ficar num cantinho a observar tudo silenciosamente e rir-me um pouco de algumas pessoas no mundo. Mas não, aproveitei a boa companhia, papo gostoso e drinks delicia. Depois de longas conversas, falei da minha insegurança aqui ao qual me responderam " é vai com calma, tranquilo, vc tem muito boa energia ninguém te vai fazer mau não, mas num esquece que é das cidades mais perigosas do planeta".


Estava no Museu(MAM)de arte moderna, entrei, cheguei à recepção e perguntei se era preciso bilhete para entrar, -"oi?" - "preciso bilhete pra entrá?" -"Oi?" . "ticket?" – " como?" - hummm....preciso pagar?" porra, era ingresso!! Tento não ter, mas tenho ar de gringa, e de miúda. tenho deixado alguns bem chocados quando confesso a minha idade.
Os homens brasileiros, aparentemente também, me parecem bem mais respeitadores do que os portugueses. Pois eles olham bastante, mas nunca nenhum me tentou tocar no meio das multidões e não ouvi ainda daqueles piropos nojentos que tanto temos que fazer ouvidos moucos na Portugalândia. "putz, é legal pra caralho" atenção isto para nós seria conversa em calão, aqui não é, usar as seguintes expressões ou palavras, é muito banal , comum e usado por todos e qualquer um, geração, e ambiente . Música boa pra caralho, ou é foda, é uma puta cidade, putzz que transito...gentshi fina pra cacete;
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numas deambulações pela internet deparo:
Luxemburgo é a cidade mais segura do mundo e Bagdá a mais perigosa. Nova Délhi é a cidade mais perigosa do mundo para as crianças e uma das piores para as mulheresCaracas, a cidade mais violenta do mundoSão Paulo tem mais de 1% dos homicídios do mundo "São Paulo é uma cidade terrível, do ponto de vista da convivência humana", diz o sociólogo Fernando Afonso Salla, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP).
Salla nota que o aumento da violência levou à perda dos espaços públicos de convivência e à procura cada vez maior, principalmente nos últimos 20 anos, de estratégias individuais de segurança. "Cresceram muito nos últimos anos a blindagem de carros, grades nas casas. Tudo isso torna a convivência na cidade muito complicada", afirma.
Para uma diminuição efetiva da violência, o sociólogo aponta a necessidade de investimento pesado em programas sociais, para integrar à sociedade as camadas mais pobres, dos bairros periféricos, ao mesmo tempo em que defende uma reforma no sistema policial e penitenciário, para acabar com as fugas nas prisões, e judiciário. "É a dobradinha de sempre, investimento na diminuição da exclusão social e econômica de um lado e no aumento da eficiência da polícia do outro", afirma.

O regresso a Sampa




Confesso que depois da praia já estava com vontade de vir para a cidade. Não que esta me faça muita falta, mas porque estava com curiosidade de conhecer a cidade que há tanto ouvia falar de diversas formas.
A via rápida interminável que cerca SP não me aterrorizou. Afinal depois de quem vem da China dificilmente imagens como essa me chocariam. Estradas atulhadas de carros, céu de cor estranha devido à poluição, betão e pouca organização ou beleza, garanto que não foi por aí, as cidades da China também sofrem do mesmo.
Cheguei já era noite, por onde andei fiquei com a noção que é uma cidade escura.
No dia seguinte quando acordei, o dia estava cinzento e deparei que a cidade também era muito cinzenta. Entrei em desespero por não entender nada. Por me sentir perdida, desorientada nesta imensidão e que pior, é que é das cidades mais perigosas do mundo. Nesse dia, não me aventurei muito. Do alto desta casa (21º andar) observava ao redor, tentava encontrar um limite, ele não existe. Em casa fiquei. O rio. Curioso, antes de vir para cá tive um sonho com o rio de São Paulo, santa a minha ignorância que nem sabia que esta cidade tinha um rio. No sonho ele era longo e bem escuro, poluído. E não é que acertei?! E tem um cheiro ruim, parece um rio morto, ele não é castanho, é quase preto, é nojento, eu chamo-lhe o rio sem vida.

Do aeroporto para a praia



Do aeroporto fomos diretos para a praia, litoral Norte. A quase três horas de carro, Maresias, Paúba.
O dia estava lindo, eram ainda umas oito da manhã e o sol já se fazia sentir. A estrada estava pouco movimentada, tranquilamente fazíamos a viagem. A estrada rodeada de montanhas verdes e arvores floridas. O sol aquecia cada vez mais. aqui há espaço, muito espaço. O Horizonte verde de tanta vegetação. Paramos numa barraquinha a meio da viagem. Tomamos um pequeno almoço um pouco invulgar, um chope geladinho e umas ostras bem fresquinhas, delícia. Quando sai do carro, claro, já sem botas nem meias nos pés, senti a areia fininha e branca que parecia farinha, senti estou na 'tropicalândia again' que maravilha.
Passamos várias praias, areais extensos e sem ninguém. Continuamos entre as montanhas e o mar até que chegamos ao destino ; Pauba.
Uma vila de pescadores, pequena, com uma baia linda cercada de montanhas. As casas dos moradores, bem modestas, um misto que me transportou ao México e à Tailândia. Estava mesmo com sorte, o sol estava uma brasa, e pelos vistos era o primeiro dia assim, e até hoje mais nenhum se repetiu como tal.
A casa é linda, montámos as redes cá fora no alpendre rodeado de vegetação.
Fomos diretos para a praia , a uns metros de casa. Mergulhos e braçadas encheram-me de alegria. A água não é gelada como em Portugal. estendidos ao sol que nem lagartos, a praia praticamente sem ninguém. O sol era de mais, retirámos-nos cedo, antes que fritássemos. Nesse dia não havia ondas.
Os dias seguiram-se entre a praia de Paúba e a de Maresias. Ora para surfar, ora para petiscar, ora para namorar. Foram 7 dias muito gostosos. Uma óptima recepção no Brasil.Apesar dos dias seguintes terem estado quase sempre cinzentos. Mas nós demos-lhes cor.
A câmara esteve meio avariada, depois ficou boa. Mas eu tenho andado de ferias para a usar. Não tenho registos destes dias , nem de nenhuns outros. O que tenho deixo aqui. Prometo quando lá voltar vou tirar umas boas fotos.






A viagem e a chegada a Sampa



Bom, a viagem desta vez foi um pouco diferente. Pelo menos nos preparativos. Pela primeira vez, que me lembre, comecei a fazer a mala com dois dias de antecedência. Chegou o momento da partida e não foi preciso fazer nenhuma directa. As malas estavam prontas e organizadas, mentira á ultima da hora percebi que tinha quase 30 kg e comecei a deixar para trás algumas coisas. Ainda deu tempo de ir almoçar fora, e de aguardar com tempo no aeroporto. Tive mais uma vez a sorte, uma sorte daquelas..." sabe que está com peso a mais? o peso permitido são 20kg, toleramos até aos 21kg, a sua bagagem está com 27 kg!" – " ai não ! não me diga... e agora o que faço?" " desta vez passa, mas para a próxima já sabe" ufffa, não quis acreditar, que sorte e que alivio. Os meus níveis de adrenalina sobem de tal maneira cada vez que me dirijo a um check-in. Não é fácil a tarefa de escolher e trazer tudo, o essencial para uns longos meses bem longe de casa. Devia estar mais que habituada a este processo, mas não, a angustia é cada vez maior, de apenas levar comigo uns quilitos, já pensaram o que são 20kg??? Quase nada, se pensarmos, em livros, é para esquecer, sapatos, ai..quase nenhuns, roupa interior, produtos de higiene, esses ficam para arranjar no destino, e material para trabalhar, é para esquecer.. A sorte é que não é inverno aqui. O voo para Frankfurt foi uma bela merda. Eu que não tenho medo algum de andar de avião, fiquei um pouco tonta e só quando o avião estacionou descontrai um pouco. Sim porque depois de tanta turbulência, a aterragem mais parecia uma montanha russa com os carris a descarrilar.
Supostamente ia apanhar uma grande seca no aeroporto para apanhar o voo seguinte, cerca de duas horas. Mas naquele gigantesco aeroporto, que se poderia chamar "cidade do aeroporto", o tempo de sair de um avião, andar andar em esteiras rolantes e elevadores mais escadas, demorei quase duas horas até embarcar novamente. Nem me sentei.. Quando cheguei ao voo da Tam, foi muito engraçado, não sabia que língua falar. Na Alemanha e todos a falarem brasileiro, aeromoças (hospedeiras) e passageiros tudo em português do Brasil.
Aterrei, e como a hora local tinha alterado uns dias antes, dei a minha hora de chegada uma hora depois. Aterrei às 6am e disse que era ás 7am. Saí desejosa de abraçar o mais que tudo. Não estava. Não quis acreditar. Desloquei-me para uns orelhões(telefones públicos), não tinha cartões que funcionassem nem dinheiro local. Andava ás voltinhas com ar de coitadinha , cansada depois de 11 horas de voo, mais duas de caminhada, mais 3 de outro voo. Queria um abraço. Fui ter com um senhor e pedi-lhe para fazer uma chamada, porque não tinha como o fazer, o meu celular não estava a conectar. Bom, ele estranhou-me, não entendeu nada e recuou, encolhendo os ombros. Frágil, tão frágil que eu estava. Todos se dirigiam a mim a perguntar se desejava um táxi. Negava e dizia que precisava de uma chamada. As minhas lágrimas começaram a escorrer pela face, de beicinho caido, senti que tinha menos de 10 anos, a sensação foi a mesma de quando acabada de chegar a Macau me perdera no autocarro.
O senhor dirigiu-se a mim, muito educado " Está precisando de algo?"Em que posso ajudar?" – " pode sim. Preciso de fazer um telefonema e não consigo". Sou mesmo chorona. Lá fui a seguir o homem, de carrinho nas mãos cheio de bagagem, os olhos cheios de água. No orelhão disse o numero, ele marcou e ninguém atendia. "vamos tentar mais uma vez", nisto alguém se aproxima, de sorrisão, me abraça e diz " já vem chorando Ritshinha?!"
Agradeci ao senhor" obrigada, valeu heim"

Tuesday, October 28, 2008

de corrida corridinha..

eu sei que estas paginas estão muitto atrasadaaaasssss, mas logo logo vou actualizar..

vim directa do aeroporto para a praia, e ainda aqui estou, encontrei esta internet em frente às ondas do mar...está tudo firmeza


até mais

Monday, October 20, 2008

Estou de partida.


Depois de tanta contagem decrescente, apressada para que os dias corressem sem vagar, finalmente chegou o momento.
Confesso que os últimos dias foram de grande ansiedade, entre deixar o velho e o encontro do novo. Entre muitos adeus e mais uns tantos "Ois" que estariam por vir.
O que levar, o que não esquecer. O salto para o escuro do incógnito. Os objectivos quase atingidos destes dois meses em terras lusas. Mais uma vez, reconheci, que os meus amigos e familiares são elementos essenciais para os meus grandes voos. Todo o seu apoio, compreensão, dedicação , amizade, carinho e muito mais. É a vós que vos quero agradecer mais uma vez por terem feito o que estava ao vosso alcance para que este salto fosse possível. Com o meu trabalho, mas com todos vós a mexerem os cordelinhos, serem bons ouvintes e conselheiros e claro, por continuarem a acreditar em mim. Obrigada.
Daqui a 24 horas estou de partida.

Saturday, October 18, 2008

A Rita Rap diz à Rita Por:


"Rita tu pareces uma pulga, andas sempre a saltitar".

Friday, October 17, 2008

As minhas raizes estão cada vez mais despenteadas

Que sorte


Não tenho mesmo que me queixar. Os dias de descanso na praia foram concretizados. Dias de sol, quentes, mar fantástico, belos banhos. E por sinal de cenário bem diferente desta imagem, a praia estava por nossa conta.;)

Thursday, October 16, 2008

Algodão doce

Someone Is There Waiting For My Song

Someone is there
Waiting for my song
I am only looking
For someone who sings along

When all my dreams
Finally reach yours
We will apprise
And maybe find the word truelove

Tuesday, October 14, 2008

estou assim, estou sem palavras

No outro dia....


Acordei na aldeia. O galo canta. Passam as carrinhas com buzinadelas diferentes, cada uma com o seu toque, para diferenciar se é a que tráz pão, ou peixe, ou carne, ou a mercearia. As gotas gordas da chuva, batiam no telheiro. Ah não, está a chover, eu a pensar que ia para a praia. Não faz mal, chove ou faça sol, o que é certo é que estou no campo de novo a ouvir os sons da terra. O pássaro, o gato, o cão, o galo, a chuva, a vizinha, o vento e, um silencio profundo.
Fomos passear até Aya Monte. De regresso parámos na Cacela Velha onde comi as ostras mais frescas, gordas e saborosas de sempre. Passagem por Tavira onde vimos o sol a esconder-se. A pouco tempo de deixar Portugal há que aproveitar o que esta terra tem com os que cá estão.

Monday, October 13, 2008

Uma bela viagem de carro

Cada vez mais Portugal está a tornar-se em deserto. À beira da estrada no lugar de plantações, é só palha e terreno árido assim que vamos penetrando nas profundezas alentejanas. Eu , que não olhava para o Mapa de Portugal há uns largos meses, achando que o tenho todo detalhado na cabeça, enganei-me na saída da auto-estrada e quando dei por mim estava quase em Espanha, mas numa direcção oposta à que eu pretendia. Quando reparei estava a chegar a Estremoz. Estava a ser tal o prazer, sozinha no carro, som quase no máximo, a ouvir as minhas musicas do momento, estrada só para mim, céu limpo cheio de tonalidades contrastantes, sol radioso, eu dançava ao volante, sorria. Obvio que quando o sol começa a baixar e apercebo-me que tinha feito o caminho errado, o espírito muda. Mudar o sentido e fazer quase tudo para trás. Posso dizer que andei quase o dobro que era suposto, andei quase seis horas na estrada a parar apenas para abastecer e numa urgência à beira da estrada. É incrível, como nas nacionais podemos andar quilómetros sem ter onde parar para fazer um xixizinho. Não é que me incomode, sair do carro e fazer directamente no campo, até pelo contrário, mas penso que foi a primeira vez que tive de o fazer sozinha. Pensava "naõ aguento mais, vou explodir, mas se paro o carro na estrada tenho que vestir o colecte fosforescente , mas espera lá o meu objectivo é ser discreta, porque se primeiro vêem uma cena verde flúor a reluzir, logo de seguida vão ver um rabo florescente de tão branco que está". Bom, teria multa por dois motivos, 1ºpor não usar colete, 2º por estar a fazer xixi na via publica. ah quis lá saber das regras, isto é uma necessidade de primeira ordem. E assim foi, há muito tempo que não tinha um prazer tão grande depois de um alivio. Mais não sei quantas horas de viagem, onde a noite caiu e a maior parte do tempo éramos apenas eu e a Lua nas estradas de curvas, estreitas do Alentejo e Algarve. Quando estava a chegar percebi que o tempo que demorei tinha dado para ir de Lisboa a Madrid. Foi uma boa prova, sempre achei que se este carro fizesse uma viagem dessas já não voltava. O que é certo é que ele está pronto para as curvas.

Quando cheguei tinha uma recepção maravilhosa à minha espera, Ostras e mais ostras, ah que manjar. Lingueirão , chocos, lulas, bolo de figo ahhh tanto mimo.

Thursday, October 9, 2008

É para aqui que vou



Há dois anos atrás, por volta desta altura conheci este lugar.
Para lá fica o Guadiana e Espanha.
Hoje dirigo-me até lá.


um burrinho, dois burrinhos, três burrinhos, quatro burrinhos, cinco burrinhos, seis burrinhos, .....


Tem sido nesta contagem que tenho adormecido, chego aos trezentos e tal, depois passo para os carneirinhos, depois para as borboletinhas, e levo horas para adormecer, mesmo estando mais que cansada, ufa..

Wednesday, October 8, 2008

Ando assim, passo por estes estados todos num só dia..

I'm a City Girl


Estes últimos anos andam-me a transformar numa city girl...será que não há meio de me pirar para a praia, fujir até ao campo**=?? Haver há, mas parece que me tornei dependente dos afazeres, do movimento da cidade, mesmo sabendo que na natureza sou mais eu.

Monday, October 6, 2008

Encomendas


Uma Já sei que não vou receber a tempo. A outra ainda não à certeza se vou ou não vou receber. Que confusão. Outra ainda anda pelo caminho perdida na China.Coisa coisas e mais coisas grrr...

Sunday, October 5, 2008

Fim-de-semana de gastronomia em familia


Acho que não vou comer durante esta semana toda. O que comi durante dois dias deve servir de reservas para mais não sei quantos dias. Foi um fim-de-semana em cheio entre 10 tios, pais , irmão, cunhada e 31 primos..uma casa cheia sem dúvida.

Thursday, October 2, 2008

obladi obladá obladi obladá...


tarantata ta tanta ra ran tan tan....que bom, a minha mãe chega hoje e só faltam 20 dias precisamente para a minha partida....obladi obladá...

novamente


o gato deixou-me a miar.

Wednesday, October 1, 2008

Momento a dois


"Nunca mais chega o meu momento..