Thursday, November 29, 2007

estado de sabado a tarde-ressaca



Tenho medo, não dos outros. Tenho medo de mim.
Destes momentos de loucura. Dos meus vipes. Momentos de estupidez e embriaguez descontrolada. Momentos em que simplesmente confio em todas as pessoas e qualquer uma que se cruze comigo. Momentos em que não me calo e adoro dizer disparates em vez de optar o silencio.
Fico triste. Triste comigo, desiludida. Quando me arrependo, pelo que fiz, ou por o que deixei de fazer. Este é o peso maior, é o peso da merda que faço. Tenho rasgos de parvoíce como de loucura.
O problema sempre, é não saber parar. O álcool faz de mim uma pateta alegre, uma descontrolada, provoca uma euforia exacerbada. A ressaca, é quando ponho a mão na consciência e prevalece a angustia. A verdade é que ambos os estados, o de alcoolizada e de ressaca são extremistas, nada objectivos e pouco reais.
Tanto num como noutro, o melhor é deixar passar, e tudo volta à normalidade.

[Escrito há uns dias atrás]

Shanghai-Pudong Airport -19:45


Saí da porta. Parei indecisa se iria de autocarro ou de Maglev.
Enquanto pensava no numero de autocarro que seria melhor e sinto o ar fresco, sou abordada por uma mulher.
Querer que vá no táxi dela. Desta vez estava decidida, e disse não e não.
Começa num preço e vai baixando, convicta digo que não, “bus” “bus” ou “train”!
Em segundos digo 100Rmb, ela aceita. Riu-me e digo não , não não. Ela ri-se. Rimo-nos as duas. E digo OK.
Atravessámos estradas, subimos escadas e descemos, mais escadas, corredores. Sair e entrar. Passamos o parque de estacionamento e pergunte-lhe onde raio está o táxi. Ela agarra na minha mala e faz-me sinal para a seguir. Eu, com falta de determinação sigo.
Vamos dar a umas traseiras, penso que do aeroporto. Escuro, deserto, cheio de lixo (podia ser um daqueles descampados lá para trás do aeroporto da Portela) e um carro parado de luzes apagadas com um homem lá dentro. Não era um táxi. Ela atira a minha mala lá para dentro. Desatino. Wey!Isto não é um táxi. Aqui não entro. Ela diz que entra comigo também para eu ficar descansada, como se isso me fosse deixar mais animada. Estilo não tenhas medo eu também vou. Reclamo. Mostram-me um livro de recibos(“fake” claro) e mesmo assim, acabei por entrar, num carro sem identificação, sem qualquer tipo de registo, com um homem ao volante e o uma mulher ao meu lado. Numa cidade longe de casa. Num pais que não é o meu. Onde não falamos a mesma língua.Como se alguma vez fizesse isso sozinha, á noite, nem de dia, na cidade onde me viu nascer. Arrancam.
Começo a ter flashes do “Hostal” e do “ Turistas”. Nada bom de relembrar, muito menos neste momento.
Entram por um caminho escuro, lá ao fundo está um carro da policia atravessado a cortar caminho, com as luzes ligadas.
O condutor do meu carro, abranda, desliga as luzes, começa a falar com a mulher, provavelmente a decidirem o que fazerem.
Em marcha lenta, recua, faz inversão de marcha.Não paravam de falar. Deram uma voltinhas, meio desorientados, decidiram que não me iam levar mais. Pararam o carro no local onde me apanharam, largaram a mala, abriram a porta e disseram, “sorry, sorry”, bai bai....nem reclamei. Sinceramente, agradeci ao meu Anjinho da Guarda mas;

-Wey, nem pensar!! Agora carreguem-me a mala ao sitio onde estava inicialmente!!

De Zhuhai a Shanghai



São duas horas e meia de viagem...

Entrar no avião, sento-me.
E mais uns tantos encontrões e malas, carteiras que me batem na cabeça.
Está sempre um gelo aqui dentro.
Levantámos voo e nem dei por isso.
Não percebo como há quem tenha tanto medo de andar de avião. Uma mota, um carro ou um auto-carro em alguns sítios, são muito mais assustadores. Portugal não está excluído destes medos na estrada.
Entretanto o que está sentado no banco que fica depois do meu, está a limpar a orelha com uma “unhaca”, vai tão profundo e repetidamente. Depois de cada movimento da orelha, olha atentamente para a unha analisando o entranhado que conseguiu retirar.
Estão a servir qualquer coisa para comer. Não sei se vou conseguir, se ele não parar.
Parou. Oh não! Passou para a limpeza profunda do nariz. Faz o mesmo, mas agora nas narinas. Depois de observar larga ao chão. Bem que olho para baixo, para as linhas do livro. Mas não consigo que ele saia do meu campo de visão.
Passou-me pela cabeça começar a esfregar-me toda, meter os dedos pelas narinas acima, fazer bolinhas e atirar ao ar a fazer-lhe pontaria....talvez aí ele se desse conta.

Wednesday, November 28, 2007

Zhuhai - da fronteira ao aeroporto


Macau é China. Faz parte da China. É uma parte da China. Mas apesar de estar cheio de chineses, não é China. Passa-se a fronteira e percebe-se que China é China e Macau é um(a)parte da China.

Milhares, milhões, biliões. Um ritmo acelaradissimomo, onde correm para chegar primeiro que todos os outros.
Enquanto caminhava no passeio em Zhuhai, não contei as vezes, mas foram mais que muitas as vezes que me deram encontrões e que quase fui eliminada do passeio.
Não andei um minuto seguido sem que levasse um encontrão, de uma mão, uma mala,, uma ombrada, uma pernada. Faz parte.
A estação de auto-carros que conhecia tinha mudado de sitio, não faço a mínima para onde.
Com o tempo contado, a uma hora de distancia do aeroporto resolvi apanhar um táxi.
Por mais vezes que ande de táxi na China, nunca deixo, de sentir medo. Um táxi, podre, sujo, velho e que não sei como é que não se desmontou todo. Prego a fundo e lá vamos nós. Travagens bruscas, desvios, desvios, buzinadelas, razias, não percebo, mas não batem. Vou sempre encolhida, não confio minimamente.

Foi boa ideia apanhar um táxi acelerado. Cheguei no momento de últimos minutos do check-in fechar.

Friday, November 23, 2007

Thursday, November 22, 2007

Daqui a poucas horas...


estou literalmente no ar, compactada numa cápsula. Eu e mais uns não sei quantos, a comermos comida de plástico e respirar ar arteficial.

Wednesday, November 21, 2007

Troquei os pés pelas mãos.


As mãos pelos pés. A cabeça com uma grande pressão não sei onde ficou. De tão pesada, mergulhou. Agora ando de pés virados para o ar e ainda não sei onde estou.

Grande, na verdade,


é
o
sentido
do
tempo
do
estrangeiro.

Tuesday, November 20, 2007

NEXT


Here's the thing about the future.

Every time that you look at it

it changes because you looked at it.

And that changes everything else.




in Next.

Monday, November 19, 2007

Voltar a A-má Gao



" Nota de intenções

Quando cheguei pela primeira vez ao Sudoeste Asiático (2005) o que senti não tem descrição. Mais do que a viagem, o jet lag e a admiração do que olhavam os meus olhos, eram todos os meus sentidos que estavam activos... O cheiro, o calor e a humidade, a floresta tropical e a selva de arranha-céus... o cheiro.
Macau foi estranheza e desconfiança... e por fim o achar na estranheza daquela forma de fealdade a beleza.
E aí encontrar um espaçamento português do outro lado do Mundo. Onde me senti em casa.
Surgiu assim uma vontade de perceber as pessoas que lá viviam, lá do outro lado, lá com a minha idade e com histórias e experiências que nós por cá julgávamos mas não conhecíamos. Isto originou a que voltasse a Macau por duas vezes depois dessa primeira viagem e que fizesse este filme.
Macau atinge-nos pelas suas ambivalências e os seus contrastes. Os seus (raros) silêncios e o seu movimento ensurdecedor. As suas cores néon e a placidez de um céu quase sempre encoberto por uma névoa muito típica.
Antes de querer contar uma história, queria tentar passar estes sentimentos, movimento sempre difícil quando se filma. Foi portanto na montagem do filme que encontrei espaço para a minha própria visão de Macau.
Quando um corpo passa, mais lento ou mais rápido que a imagem que o registou, isso é a verdade de como os meus olhos o viram. Neste filme as imagens, mais que o suporte da história (contada pelos protagonistas), são o espelho do “meu” Macau.
O que fiz dos contrastes que estão na minha visão sobre Macau (no som e na imagem), foi dar um tom sobre o que sinto ser a vida da maioria dos jovens portugueses de Macau. Uma constante ambivalência entre dois países e duas realidades, optando (sempre) por uma.
Há em Macau uma forma de estar, de sentir, de viver, de quem está um pouco descomprometido com a vida. Ou talvez de quem está bem com a vida.
Existem diferenças óbvias na vida dos portugueses em Macau e dos portugueses em Portugal (e mais concretamente em Lisboa). Neste documentário passa uma ideia, em grande parte correcta, que em Macau se vive uma vida mais desafogada, sem grande “stress” e com mais preenchimento do que aqui... (para quem fique tentado, é claro que há um reverso da medalha, mas têm de o ir descobrir, e quem sabe...)
Para mim, Macau é um território, mais um, que fica um pouco meu, em que (me) descubro sem nunca ficar a conhecer por inteiro. Foi o que tentei fazer neste filme, por isso creio que o próprio filme fica um pouco em aberto.

Uma coisa é verdade, de todos os protagonistas só um (já) voltou para Portugal. "

Por:
Realizador - Luís Campos Brás

Sunday, November 18, 2007

Sky 21, e .....












mais uma noite que dissémos todos que não íamos por os pés no DD2. E mais uma noite que acabámos, alguns, no DD2....enfim.

Soy virgencita.. Astrid Hadad

O Cabaret Bizarro da Mexicana Astrid Hadad

Perhaps Astrid Hadad's performance is best described as "one of the most provocative stage acts since the Weimar Republic was in bloom" (New York Times).


Foi rir do principio ao fim. Esta mulher é completamente fora, é de mais!! Admirei o facto de ela fazer do palco a sua casa. Completamente à vontade, faz e diz o que quer e bem lhe apetece. Sem receios nem preconceitos, esta artista cheia de atitude segura e provocativa, de um humor irónico diz muito em frases curtas , cenários kitsch e bizarros. É completamente surreal.

Com o seu cabaret latino e surreal onde a teatral diva nos canta poemas corrosivos que parecem mais próprios para uma banda de rock do que para um mariachi, Astrid Hadad tece uma delicada teia de cumplicidade com o público, apresentando um espectáculo completamente singular. Tão singular até que apenas ela o consegue definir: " Para mim é cabaret. é um estilo sincrético, estético, patético e diurético que mostra sem qualquer pudor as atitudes de machismo, masoquismo, niilismo e de " estou-me nas tintas " inerentes a todas as culturas "

" (Hadad) canta sobre o amor louco, o amor perdido e o amor impossível, com uma voz a prometer uma sinceridade ardente, enquanto que as suas atitudes e guarda-roupa transmitem uma ironia consciente. "
New York Times

"...é indubitavelmente das mais sugestivas e alucinantes criações artísticas a saírem no México na última década. Se não, tomemos, por exemplo, a sua música vibrante, que ela define como " Heavy Nopal " . Inspirada na tradição das rancheras, rumbas e dos mariachis, ela decidiu criar uma mistura destes géneros musicais, adicionando ainda um pouco de bolero, mambo, cha cha cha, música cubana, samba, fado, rock, jazz, e praticamente tudo o que passar pela frente... Claro está esta inusitada mistela musical, com o picante mexicano a arder-nos nos ouvidos, não só pica e espicaça, como espanta e surpreende, dando-nos a volta aos sentidos com uma mudança repentina de uma rumba para rock ou uma balada à Frank Sinatra. A amálgama de culturas musicais é posta em prática pela ampla e determinada voz mezzo de Astrid Hadad, que vibra energicamente, e pelos seus cinco hercúleos músicos - não é por nada que se chamam " Los Tarzanes " que tocam guitarras eléctrica e " vihuela " , baixo, teclas, saxofone, flauta, acordeão e, como não podia deixar de ser, congas e bongo.

" Slot machine " surrealista
Esta ranchera pós-moderna é ainda a encenadora dos seus espectáculos, num forte aparato visual recheado das suas alucinantes criações artísticas- os seus " cenários móveis " , na definição da própria. A lista de adereços e vestuário é infindável, mas em Macau é bem possível que Astrid Hadad apareça no palco a usar algo deste género: um tutu e preservativos a fazer de balões pendurados num pau; um jardim, que ela vai regando à medida que canta; um sombrero que carrega margaritas, penas ou confetti; um chapéu à estátua da Liberdade, e uma lanterna no lugar da tocha; um luminoso coração intermitente e sangrante preso à cabeça ou um vestido mexicano tradicional de cabedal atravessado por correntes e tachões. No meio de tal panóplia de adereços uma coisa é quase certa: Hadad vai sacar do seu extenso guarda-roupa um fato especial para o concerto em Macau- a " slot machine " surrealista?

Neste universo " kitsch " , a invulgar diva incorpora muito da estética mexicana, como a dos pintores Frida Kahlo e Diego Rivera. Os motivos religiosos, como o coração sangrante ou a Virgem de Guadalupe, são lembranças do seu México, onde cresceu no meio de uma rigidez católica que habita paredes meias com uma intensa profusão de cor. A maquilhagem carregada e a forma como se pinta, por outro lado, estão ligadas ao Expressionismo alemão, conhecimento que vem da sua formação em teatro. Após se ter licenciado pelo Centro Universitário de Teatro do México, esta mexicana com sangue libanês começou a investigar sobre o cabaret até se decidir por misturar as antigas carpas mexicanas ?lugares onde comediantes ironicamente discutiam política ?com o cabaret de Bertolt Brecht. A esta " mistela " juntou uma pitada da estética dos filmes de rancheras, um cheirinho da era dourada do cinema mexicano e " voilá " , a?nascia uma iconoclasta.

EUA, " o monstro preferido "
Apesar de tão audaciosa mistura de tradição mexicana e modernidade, no início Astrid Hadad não foi muito bem aceite na sua terra natal. " Tive de me exportar a mim própria para poder ser importada pelo México " , brinca. Agora actua regularmente nos principais teatros do país, e faz digressões por toda a América latina, Europa e Estados Unidos, embora d?ao último a alcunha de " monstro preferido " . Esta filósofa do cabaret, que em tempos foi estudante de Ciências Sociais e Políticas, apimenta sempre os seus concertos com doses generosas de crítica política, e o seu humor irreverente e mordaz fez dela um símbolo da comédia irónica dos tempos modernos.

Nesta sátira política Hadad sarcasticamente critica o " establishment " , seja na forma dos lobbies políticos do México, dos Estados Unidos, dos machistas ou homofóbicos. Esta activista é também uma feminista convicta, e no palco a sua personagem representa todas as mulheres, com as suas considerações a reflectirem a luta pela independência e liberdade de expressão da mulher. Por outro lado, muito do seu insólito humor é bastante simples, e com um leve toque de sabedoria popular ;como a sua canção " corazon sangrante " , onde canta como o seu coração partido foi despedaçado, cortado, picado, esmagado, feito em puré tornado picle e mergulhado em molho piripiri. "

CCM (Centro Cultural de Macau)

Fim-de-semana GRANDPRIX MACAU 2007









Saturday, November 17, 2007

What can we forgive?


There are stories of coincidence , and
chance and intersections and strange things told,
and witch is witch and
who only knows?

and we generaly say " well if that was in a movie, i wouldn't believe it".

Someon's so-and-so met someone else's so-and-so and so on.....

And it is in the humble opinion if this narrator that strange things happen all the time.

And so it goes, and so it goes...

Sometimes people need a little help.
Sometimes people need to be forgiven.
You can forgive someone.
Well, that's the tough part.

What can we forgive?

in Magnolia

Friday, November 16, 2007

INICIAÇÃO



• Parmacultura:

É a que segue os quatro princípios de Fukuoka: não arar, não revolver o solo para não ofendê-lo; não utilizar fertilizantes químicos ou compostos; deixando que as plantas e animais ( microorganismos ) trabalhem livremente sobre o solo; não gradear, nem usar herbicidas, mas controlar as invasoras através de métodos naturais ou cortes; não usar agrotóxicos: as pragas e as doenças possuem os seus controles naturais, por isso devemos permitir que eles operem auxiliando-os.






O Fernando há muito que tinha esta paixão e interesse pela vegetação, jardinagem, reciclagem,..., Ultimamente mais direccionado para a agricultura, biolõgica e mais ainda a parmacultura. Desde que esteve um mês no norte da Tailãndia a tirar um curso de Parmacultura, tem vindo a praticar e a explorar , sempre que pode e frequentemente no seu terraço. Para mais tarde, aplicar num outro projecto e à séria!

De vez enquando passamos umas horas a falar destes assuntos e de todo o processo..Desde o aproveitamento da água das chuvas, das embalagens de plástico. Cds que servem de espanta pardais, tratamento da terra, etc.. Esta tarde acompanhei-o em alguns dos processos. Ah, e conheci os coelhinhos novos, que ele utiliza as caganitas para fertilizar a terra. Fomos no final até coloane, para apanhar algumas ervas e palha para os ditos bichinhos.





Thursday, November 15, 2007


A cidade está numa grande agitação. Movimento de pessoas que circulam em todas as direcções. Pessoas de todos os cantos do mundo. Estradas cortadas, Novos circuitos, O transito caótico. Os táxis sempre ocupados. Os autocarros atulhados, durante estes dias não se pagam. Os silos automóveis lotados. A melhor opção mesmo é deslocar a pé, aliás como faço a maior parte das vezes. Começou o Fringe festival (is the largest arts festival in the world ) esta semana. E hoje começou o Grande Prémio de Macau (20ª edição).
Há doze anos que não estava cá nesta época. E relembrei que há dezanove anos atrás assisti nas bancadas a todas as corridas desse grande prémio, todas as modalidades, todos os dias. Um vreummm, vrummm, vrummmmmmmmmmm constante.

A LUZ...



A luminosidade fascina-me. A luz que não encadeia, nem ofusca A mesma luz nunca é igual. Qualquer luz, a qualquer hora. Por vezes é tão especial, por si já mágica. A luz de Tóquio é diferente da luz de Barcelona. A de Barcelona é diferente da luz de Praga. A de Praga diferente da luz de Lisboa, de Lisboa diferente da luz de Paris, que por si é diferente da de Londres, de Roma e por aí fora. A mesma cidade nem sempre tem a mesma luz. São sempre as luzes que me atraem, que prendem o meu olhar. A luz que reflecte, a luz que transparece, que mostra a sombra,que dá cor, vida. . A luz que ilumina, que amplia. A luz, sempre a luz. Altera o espaço, dá forma, corpo, volume. Abre caminhos. Cria cenários, momentos de magia.

Wednesday, November 14, 2007

Tuesday, November 13, 2007

Novamente Perdida


Mais um ciclo fechou. mais uma fase de transição. A chegar ao fim do ano, faço o balanço. Cumpri com grande parte dos meus objectivos. E como qualquer fase de mudança, surge a pausa, a reciclagem, a renovação. Questões vêm à tona. Duvidas. Incertezas. Um repouso para agir de seguida. Parar para repensar. Voltar a projectar. Certo, é que para tudo isso é preciso entusiasmo. Força. Quando essas duas componentes falham, a coragem fica em risco. Os receios surgem.
A falta de objectivos são a morte de qualquer sonho. E sonhar sem traçar qualquer objectivo, é ver a realização crescente dos sonhos ficarem para trás. Tendo consciência que é preciso saber aproveitar a mudança e o enriquecimento assim como envelhecer com sabedoria, faz que cada vez mais passe por fases como esta de uma forma muito consciente, lúcida, Serena. Sabendo que o desespero só piora qualquer situação; que a flexibilidade é a chave para abrir qualquer porta. Observo o processo sem interferir, sem grandes análises. mas de uma forma introspectiva e observadora, sem entraves. A experiencia ensina-nos que afinal, é mesmo isso. São ciclos. São fases. São Transições, sempre.
Perdida, não significa sem saída. Apenas, á procura de uma orientação. De qual a direcção a tomar. Significa uma desorientação prevista. Depois de tantas deslocações. Viagens. Movimento e movimento. Ir e voltar. Voltar a ir e regressar.
O que faço é descansar na sombra de uma arvore, ouvir as vozes por trás do silencio. Ganhar forças. restabelecer a energia e, relembrar que a fé em mim mesma, é o meu alicerce para prosseguir o percurso.

Alguns minutos que fazem horas


A minha preguiça faz com que passe momentos no dia, dias que fazem semanas, assim....

Monday, November 12, 2007

Want to take a walk with me?

She marries a wrong man....


makes one foolish mistake after another.
She 's trapped. But she has a choice.
She can accept a life of misery or she can struggle against it.
And she chooses to struggle.
Well, she fails is the end but there's something beautiful and even heroic in her rebellion.
In her own strange way, she's a feminist.

- So now, cheating on your husband makes you a feminist?!

-No,no,no. It's not th cheating.
It's the hunger. The hunger for an alternative and the refusal to accept a life of unhapiness.