Wednesday, May 28, 2008

Varanasi

Curiosamente num dos lugares mais espirituais da Índia eu não senti tranquilidade. A agitação constante de pessoas que circulavam para a frente e para trás, entre banhos de rio, gritos, cânticos, entradas e saídas dos infinitos templos.Os meus olhos estavam tão atentos a todos os detalhes, os meus ouvidos dilatavam de reconhecimento ou estranheza. O meu nariz, em cada inspiração sentia um cheiro ou muitos cheiros diferente.
No primeiro dia, estava uma tarde incrível, sol brilhante e céu azul, ºa medida que caminhávamos para o local da cremação e penetrávamos na imensa fumaça, no momento que pisamos o chão do templo o tempo mudou velozmente. Um vento quente e forte levantou toda a poeira, cinzas levantavam voo, o céu encheu-se de nuvens que cobriram a luz do sol. Uma gotas de água começaram a cair. Fomos ao hospício onde pessoas em fase terminal residem. Grandes conversas e no fim claro, tanta espiritualidade tanta fé e há sempre uma grande maioria que trabalha para o cenário em troca de dinheiro.

Os quarenta graus ao sol não nos permitem andar com muita energia.













O passeio de barco enquanto o sol nascia, foi um momento de serenidade e de ouvir, respirar, olhar, deixar entrar toda a sinergia.