Wednesday, July 28, 2010
Monday, July 26, 2010
Sunday, July 25, 2010
Saturday, July 10, 2010
VUELA

Vuela. Desperta con el primer rayo de sol, enamora con tu major sonrisa, sonrójarte al mirar al chico que te gusta. Vuela si tienes prisa por llegar, al oir tu cancion, al respirar hondo con los ojos cerrados. Vuela, viaja sin moverte, siente la brisa sobre tus mejillas, haz de los pequeños momentos algo inolvidable. Vuela, al sonar despierta, al corer descalza. Vuela al sentirte libre, segura, de tus pasos, al levantarte después de caerte. Vuela, despliega tus sentidos, saca lo major que llevas dentro, experimenta, juega, guiate port u instinto. Vuela, sientete la más guapa, el secreto está en tus manos, en tu piel. Vuela, haz que tus pasos dejen huella y tu aroma una gran estela.
Thursday, July 8, 2010
Faz hoje um ano que cheguei, bati o meu recorde dos ultimos 6 anos!

É Isso mesmo, um ano a viver no mesmo continente, no mesmo país, na mesma cidade, consegui. Não foi dificil mas também confesso, que desta vez não tive a liberdade de outros tempos. Asim como, os projectos de agora, são mais prolongados. E nos momentos de vontade da fuga, outros valores falaram mais alto.
Mundial

E é por isso que acho que tenho uma certa aversão ao futebol.
Primeiro, porque quando era miúda e só havia uma televisão lá em casa (diga-se que hoje passo bem sem nenhuma), passava o tempo em disputas pelos canais, na altura apenas dois, RTP1 e RTP2, o meu pai e o meu irmão juntavam-se para assistir a todos o jogos transmitidos, sempre com a desculpa “de que o futebol não dá todos os dias”, “O futebol é um espectáculo sempre diferente”. Era o Benfica, o Sporting, depois o Porto, o Boa Vista, A liga dos campeões, A taça, jogos sem fim. Não percebia nada porque não queria mesmo entrar naquele esquema, e depois porque me incomodava ficar 90min em frente a um ecrã minúsculo todo verde com uns “bonequinhos” ainda mais minúsculos que corriam para a frente e para trás. A Rita não compreendia aquela obsessão. Deixavam de ouvir o exterior, comentavam, falavam alto, entre eles ou mesmo para a televisão, diziam palavrões, ficavam eufóricos, fora deles, como nunca os via noutra situação. O futebol passou a significar um “grrrrrrrrrrrr oh não hoje há jogo!!”. Depois como se não bastasse, era mesmo muito pequenina ainda, e lembro-me (morava na rua de um dos estádios de um clube de grande referencia do país ). Estava eu a contar, que me lembro muito bem, de ficar na varanda a brincar com as barriguitas e espreitar para aquela imensidão de gente que começava a subir a rua logo de manhã até ao final do dia, quando a rua já estava intransitável e o jogo prestes a começar. Nunca percebi aquele fenómeno muito bem, gritavam, vestiam-se todos da mesma cor, buzinavam, corriam, atropelavam-se. Ah mas, um desses dias o meu avô e o meu pai levaram-nos ao estádio, a mim e ao meu irmão. Continuei sem perceber o fanatismo de muitos, mas aí o espectáculo era outro, ao vivo a conversa é outra.
Os anos foram passando e as conversas , quando se falava de futebol, eram sempre as mesmas. Passei a ter um botão automático que desligava cada vez que a conversa ia parar ao futebol, e diga-se que em Portugal é muito frequente isso acontecer.
A Rita crescia, e as discussões em casa pela disputa da televisão mantinham-se acesas nos dias de jogo. Passei a odiar o futebol. Até que cheguei a uma idade, que era-me completamente indiferente. Comecei a viajar pelo mundo e cedo apercebi-me que muitas pessoas apenas conheciam Portugal, pelo futebol, pelos jogadores portugueses. Não queria acreditar, mas nessas alturas pensei “bom, se não fosse o futebol, desconheciam completamente. Depois voltou a revolta, quando comecei a perceber que uma das coisas que unia os povos e que passava alem fronteiras e chegava aos lugares mais remotos, era para além da Coca-Cola, o futebol. Não queria acreditar que os valores estavam todos trocados. Comecei a entrar no jogo, a querer perceber quem eram os jogadores, as regras de jogo, as equipas, os melhores, a logística, os torneiros. Ah é verdade, isto só aconteceu, quando comecei a namorar e percebi que quando o assunto era futebol eu não sabia peva, não podia argumentar nem participar, então quis aprender. Até cheguei a fazer parte de uma equipe de futebol feminino lá no Liceu “As Totós”, entrávamos em campo sempre de totós e até lhe dava uns toques.
Comecei a vibrar com o mundial, com o Euro , mas não mais do que isso.
Percebi que o futebol era um assunto que ligava todos e principalmente para quem não tinha outro assunto que falar, o futebol dava pano para mangas. A minha revolta voltou, por achar um absurdo o dinheiro que girava à volta do mesmo. Por perceber todos os valores deturpados, por deparar-me com mais um desequilíbrio da sociedade. Não que achasse mal toda a atenção que se dá e todo sensacionalismo mas, porque apenas o futebol tinha esse destaque, por ter tanto protagonismo, mais do que qualquer outra coisa. Então assim, o futebol, serve para distrair a malta, para fazer esquecer do que é importante lutar, unir, gritar, torcer. E tem sido assim, por futebol, mata-se, chora-se, morre-se, vibra-se., perde-se, ganha-se...
Voltei a ter momentos em que não aguentava mais ouvir falar em futebol, principalmente quando se trata dos clubes nacionais . Mais tarde mudei de casa , para junto de um outro estádio também de um clube de grande destaque do pais, uns dos rivais do anterior. Não queria acreditar, cada vez fazia mais ouvidos moucos ”não me digam, não quero saber de futebol!!” mas era inevitável permanecer na ignorância. O futebol é dos poucos acontecimentos que não nos deixam ficar sem saber do que se passa e indiferentes, porque de uma maneira ou de outra, por um lado ou por outro, chega sempre até nós. Não queria acreditar cada vez que chegava a casa e tinha de andar às voltas para estacionar o carro, por vezes durante uma hora , descobrindo no momento que a causa era o jogo. Ou quando saía de casa e ficava parada no transito durante horas, também por causa do jogo, no meio de um estádio e do outro. Por isso esta minha luta de ficar na ignorância a tudo o que se relacionasse com o futebol, passou a ser quase impossível. Até quando fui quase dois meses para Moçambique, em terras quase no fim do mundo, onde quase nada ou muito pouco chegava até lá,. Até aí me mantinham informada do futebol. Lembro-me de estar a andar pelas ruas de Maputo, quando um local se dirige na minha direcção, pergunta-me de onde sou, quando digo Portugal “ahhhh não viu a tragédia? Acabou de morrer de paragem cardíaca em campo durante o jogo um jogador do Benfica!!” A primeira pergunta em qualquer lado é sempre, e qual é ao teu clube?”não tenho!” é sempre uma desilusão..mas pelo menos ainda torço pela Selecção Nacional. Estava na ilha de Moçambique, onde por vezes falhava a electricidade, e essa era uma dessas vezes, fim de tarde, silencio absoluto e oiço um relato e por fim uns gritos “ggooooooooooooooloo”, bolas até aqui!! Era o Benfica a ser transmitido numa casa bem pobre, quase vazia, mas com uma televisão e de porta aberta para quem quisesse assistir.
O futebol tem esse lado positivo, o de unir de alguma forma, as pessoas, para alem fronteiras. O que me aborrece, para alem de tudo o que já referi, é essa dedicação e paragem global, pelo futebol.
Hoje é o ultimo dia do mundial. Mas desde que começou, os operários lá das obras de casa, têm tirado muitas tardes, dias de folgas para assistir aos jogos, Não me zango, porque sei que para a maioria é uma coisa que não se pode perder, mas mais uma vez, acho um absurdo, é uma religião universal, é o todo poderoso. Faltavam porque jogava Portugal, depois faltavam os outros porque jogava o Brasil, depois porque jogava a Alemanha, depois este e aquele...Acabo por me sentir influenciada por essa energia global, contagiante , é uma vibração generalizada. Mas fico triste, quando estou a assistir um jogo, principalmente se for Portugal, porque esse toca-me de uma forma diferente, quando no inicio de cada jogo todos cantam o Hino, que hoje, palavras aquelas mais que ultrapassadas, mas é o nosso Hino nacional. Arrepio-me, porque tudo pára, todos ficam em silencio, e cantam em conjunto, é um arrepio que vem desde a planta dos pés, corre pela espinha, levanta a penugem dos braços e remata no alto da nuca. È incrível como todos num instante conseguem se concentrar, focar por uma causa, unir, mas triste, porque essa causa é só uma e não mais uma, o jogo termina e volta tudo ao normal, ao esquecimento, á individualidade, ao não querer lembrar que há muitas outras causas que unidos e no colectivo realmente podemos mudar.
Tuesday, July 6, 2010
Wednesday, June 30, 2010
From Copenhagen directly to Douro
Posso dizer, que este passeio, esta aventura, esta experiencia, estes dias, estão nos top 15 dos melhores momentos vividos.






















A remada rumo à Foz ; Chegada ao Porto
Foi uma grande aventura, ondas, movimento de barcos por todo o lado, a fuga às linhas de pesca, vento forte e vá lá, escapei de uma virada prá água em plena foz do Douro.





A remada rumo à Foz ; Chegada ao Porto
Foi uma grande aventura, ondas, movimento de barcos por todo o lado, a fuga às linhas de pesca, vento forte e vá lá, escapei de uma virada prá água em plena foz do Douro.

Monday, June 28, 2010
Suécia

Quando cheguei ao aeroporto da Portela e senti aquele movimento todo, é que percebi como já estava a sentir falta disto.
Quando aterrei, inspirei aquele ar diferente, ouvi os ruídos discretos, vi um espaço novo e lembrei-me de como é importante respirar novos ares, sentir novos ritmos, dar aos olhos novos horizontes.
O hábito, os costumes, a rotina , castram os nossos sentidos. Desabituamo-nos de reparar nos pormenores, nas mais pequenas coisas. Agora, aqui, a minha alma voltou a despertar.
Organizado, silencioso, disciplinado, controlado, sério, verde, muito verde, florido, tão florido. Parques enormes, patos bravos, lagos, silencio, limpo, arrumado, calmo.
São quatro da tarde e todos andam na rua a passear, os filhos, os cães, a eles mesmos. A pé, de skate, de patins, de bicicleta, de carrinho. São muito educados, formais, distantes, frios.
É Primavera e está frio, chuva.
Os dias são gigantes, às 4am nasce o dia, ás 11pm ainda não é escuro.

A primeira impressão: “é tudo tão perfeito que me parece demasiado aborrecido”
A segunda impressão : “ eu gosto do terceiro mundo, tem outro ritmo”
A terceira impressão: “isto é tão verde, tem as flores, os jardins mais incríveis que alguma vez vi”
A quarta impressão: “ Lisboa tem um charme...”
A quinta impressão: “São muito educados, formais, distantes, frios.”
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