Sunday, April 29, 2007

Golfinhos Cor-de-rosa



Que bem que me soube o passeio de barco em Hong Kong.
Já sentia a falta do espaço vazio, do encontro da linha do horizonte, do azul do mar, da espuma, das ondas, de sentir o vento e melhor ainda de me cruzar com golfinhos cor-de-rosa, que só se encontram no sul da China.

Estes seres estão em extinção, mais uma espécie que dentro de alguns anos vai desaparecer, devido à explosão do desenvolvimento económico, ao desenvolvimento industrial, às construções em série e mais precisamente uma ponte ( a ponte que vai ligar HK – Macau – Zhuhai ) que está para ser construída no seu habitat que é exactamente no Delta do Rio das Pérolas.

Ao lado do aeroporto de Hk, do terminal marítimo, de incinerações, onde se vêem aviões a levantar voo e aterrar de 2 em 2 minutos, onde o tráfego marítimo aumenta velozmente, onde se miram prédios arranha céus pelas encostas a cima, uma paisagem cortada pelas montanhas verdes, as pequenas baías de areia e rochas e o fumo e ruído que a compõem. Um paradoxo absoluto encontrar golfinhos cor-de-rosa neste panorama.

Cor-de-rosa dá-lhe um pouco de cor ao meio cinzento e verde, de contraste, de romancismo numa paisagem que cada vez mais é corrompida pelo Homem, pelo betão, pelas máquinas, pelo fumo, pelo ruído.

Mas não durará muito mais esta pincelada viva da natureza, para além de se terem que confrontar e adaptar a toda esta poluição ainda se sujeitam a embates nos destroços que vão sendo despejados e largados na água provocando grandes ferimentos e que por vezes são mortais.

Enfim, mais uma vítimas de toda a irracionalidade e egoísmo pretensioso do Homem que na sua ganância pelo lucro e progresso descontrolado não faz o que deveria ser feito, com ponderação, com conta peso e medida sem esquecer aqueles que não têm direito à escolha.

Nota: para mais detalhes podes procurar em " Save Dolphins " na página do website : http://www.hkdolphinwatch.com

Saturday, April 28, 2007

Belo espectáculo !






Terça feira passada, dia 24 de Abril às 9:30 da manhã acordei,
ainda sonolenta olho para a janela e vejo a luz do dia.

Salto para o chão,
de pé espreguiço-me e fecho os olhos,
quando os abro,
vejo o enquadramento da paisagem que consigo alcançar em total transformação.

Os meus olhos começaram a abrir sem querer mais fechar.
A água numa grande agitação, as nuvens em ebulição,
em poucos segundos fez-se noite,
desapareceu o que estava na minha vista, dando lugar a uma massiva nuvem escura.

Acenderam-se as luzes,
uma tempestade,
uma descarga de água,
tudo estava em movimento profundo,
revolução,
limpeza intensa.

Por breves segundos pensei ter visto mal as horas,
talvez ainda não tenha nascido o dia,
hum...logo logo senti essa manifestação de um poder imenso,
uma força ,
uma energia revigorante.


Depois da tempestade..............

............ vieram os raios de Sol.

Podemos escolher ser, personagem ou espectador...



Gosto disto mesmo percebendo que ....e Apesar de sentir por muita vezes que estou nos estúdios do TrueManShow.

É como uma redoma de uma película evolvente, onde tudo é cenário e posto ou retirado e tudo é controlado.. As personagens
vão sendo colocadas aqui ou ali para o desenrolar das cenas quotidianas, este obstáculo, aquela missão, aquilo que vi, o que vêem , falam e o que ouvi.

Tenho dificuldade em ver os espaços vazios, pois não os encontro aqui, a linha do horizonte perdi-a, ando em círculos, o capacete que esta cidade tem faz-me sentir cada vez mais uma das personagens em remoto controlo.

Onde se anda em círculos, ou quadrados ou ainda em rectas vai e vem, caminha-se entre curvas e contracurvas e volta ao mesmo, ruas sem saída – becos, recuar e seguir a rua do lado, aqui estou no jogo do Pacman, labirinto, onde todas os caminhos possíveis vão dar ao mesmo. Sigo o trajecto, vou recolhendo elementos, encontro um obstáculo ou ele se desvia ou vou colher um bónus que o elimina, continuo, chego ao centro, ok passo de nível.

Tudo se sabe , tudo se comenta, um espectáculo vivo para quem quer entretenimento, aqui pouco há de cenas fingidas ou fictícias , bom cinema ou bom teatro, aqui o que se vê é o que se quer ver , é a encenação da vida. Acrescentemos-lhe um pouco de fantasia um ponto aqui, uma virgula ali, de um conto um romance, mais uma pitada e tem-se a novela pronta e aberta para as cenas dos próximos capítulos.

Isolo-me, fico quieta, aqui no meu canto posso escolher o canal que quero ver.

Friday, April 27, 2007

Passados 11 dias da inauguração da exposição, agora quase no final, passo aqui uma mostra para aqueles que me pediram.....