Tuesday, September 30, 2008
Monday, September 29, 2008
Sunday, September 28, 2008

A- vida -não- é-para-ser-evitada-mas-sim-vivida-A-vida-são-dois-dias-Mais-vale-tarde-do-que-nunca-Acredita-sempre-Parar-é-morrer-Há-males-que-vêm-por-bem-Não-deixes-para-amanhã-o-que-podes-fazer-hoje-Não-digas-nunca-Vive-um dia-de-cada-vez-Vive-cada-dia-como-se-fosse-o-ultimo-Amanhã-é-outro-dia-Todos-os-principios-são-dificeis-Se-não-gostares-de-ti-quem-gostará?-Quem-espera-sempre-alcança-Mais-vale-rir-do-que-chorar-A-vida-é-dura-para-quem-é-mole-Vive-com-intensidade-e-busca-a-serenidade-Vive-com-paixão-Segue-os-teus-sonhos-e-vive-os-com-determinação-Enfrenta-os-teus-medos-e-encontra-os-teus-limites-Nunca-desistas-de-uma-hora-para-outra-tudo-pode-mudar-para-melhor-O-universo-é-nosso-ele-não-é-estreito-nem-limita-a-nossa-liberdade-E-por-aí-fora-sem-parar--------
São estes clichés de filosofia barata, estas máximas que estão-me sempre a martelar a cabeça. Podem ser clichés, podem ser banalidades, filosofia vazia mas a mim dão-me um combustível para continuar imparável sem medo de arriscar, com coragem de enfrentar os desafios sem querer viver uma vida onde está sempre tudo sob controlo, onde tudo passa e pouco nos toca. Sim arriscar, sentir os batimentos cardíacos, o sangue que corre nas veias a latejar, a mente a ter que ser mais desafiadora do que qualquer desafio.
Recuperei deste meu ultimo verão enfadonho do mau estar. Só há uma coisa que realmente nos impede de avançar é a saúde, ou melhor a falta dela.

Quando olho para esta imagem e observo a mais pequenina que ali está ser eu própria, o facto te ter sido a primeira a saltar para a água, um night dive na Austrália repleto de tubarões(calma, inofensivos, dos que não são perigosos, não sou louca inconsciente a esse ponto!), penso :é mesmo isto...aquele salto para o escuro, para o misterioso, para o desconhecido. São momentos desses e com este espírito que encaro a vida, o que me faz sentir viva. Aqui é literalmente um salto para o escuro, mas é assim que lido com as coisas mesmo quando não aparentam este perigo, é sentir a adrenalina e perceber como reajo com cada situação.
Devo dizer que desde sempre tive uma fobia, os tubarões. Para mim, este foi dos passos mais importantes que dei, sinto que com isto superei a minha fobia. O primeiro foi de facto começar a mergulhar em mares onde sabia que podia ter um encontro imediato com um dos maiores predadores. Mas este salto na escuridão , estar lá em baixo, não ver nada, apenas onde o foco da lanterna apontava, ver sete tubarões à nossa volta, foi das maiores provas que já superei. São estas atitudes que me fazem continuar, enfrentar os meus medos , os meus limites e continuar a ter coragem. Por isso, seja lá filosofia de atirar pela janela e clichés que o mundo já esta cansado de ouvir, eu continuo a querer agarrar-me a eles, de certa forma encorajam-me!
Friday, September 26, 2008
Thursday, September 25, 2008
Água fonte da vida!
Tuesday, September 23, 2008
pieira, miar como eles...

Há muito tempo que os evitava. Mas desta vez foi inevitável. A minha grande amiga Tita convidou-me para estrear a sua nova casa fantástica. Ela tem um gato, mesmo o gato ter acabado de chegar assim como eu àquele espaço ontem pela primeira vez, a alergia não se deixou de manifestar. Mesmo não tocando nele e a porta do quarto onde ia dormir se ter mantido fechada, á medida que as horas iam passando eu também ia piorando. Deitei-me já com dificuldade em respirar. Acordei de madrugada por não conseguir mais, a asma estava a ficar mais forte. Regressei com a respiração muito perturbada, os olhos e o nariz inflamados. Há muito tempo que não passava por esta sensação. E com muita pena minha vou ter que evitar a casa da minha grande amiga assim como todas as casas com gatos.
Monday, September 22, 2008
e (foi) é assim...


Quando se pensa em demasia e em nada de concreto.
Quando se sente muito mas não se tem nada para dizer.
Quando se quer inovar mas não se tem atitude.
Lembra-se de coisas, momentos simples da vida.
Um peixe acabado de pescar. Uma praia deserta e paradisiaca.
Escama-se o peixe, juntam-se uns ramitos, faz-se uma fogueira.
Tem-se das refeições que sabem melhor nesta vida.
Sunday, September 21, 2008
Heart
Vejo imagens destas todos os dias, pelo mesmo deste símbolo. Em todas as consistências, em todas as matérias, em todos os tamanhos, de todas as cores, mesmo completamente distraída eles andam por todo o lado quase tropeçando neles...tenho pena, mesmo muita pena de não os ter registado todos, ou nem que fosse apenas uma parte deles, na minha câmara..
Saturday, September 20, 2008
Friday, September 19, 2008
WHAT?

No outro dia voltei a enganar-me na porta da casa de banho. Nesse momento recordei um sonho que tive há pouco tempo, só me recordo desta cena:
No sonho entro na casa de banho dos homens, no instante que me apercebo saio rapidamente para entrar na das senhoras. Enquanto a minha mente questionava o porquê destes sucessivos enganos, uma rapariga está de pé logo depois da porta e começa a dar-me uma explicação, claro que fiquei confusa, mas no momento encaixou perfeitamente, porque eu queria uma resposta, fosse ela qual fosse. Então a explicação era a seguinte(era mais complexa, mas só me lembro desta parte):
O gene é um segmento de um cromossoma a que corresponde um código distinto, uma informação para produzir uma determinada proteína ou controlar uma característica, por exemplo, a cor dos olhos.
e um cromossoma é uma longa sequência de DNA, que contém vários genes, e outras sequências de nucleótidos (nucleotídeos) com funções específicas nas células dos seres vivos.
No cruzamento dos genes dos progenitores (estruturam assim o DNA do seu descendente), carregam uma carga genética feminina e masculina. Por vezes existem mais cargas de um dos elementos. Há pessoas , independentemente do seu sexo, que têm mais carga feminina e outras mais carga masculina, ou ainda a mesma carga de ambos. No teu caso, apesar de seres mulher e muito feminina, a tua carga genética tem mais força no masculino, tens um + feminino e ++ masculino, o que faz com isso que sintas uma grande familiaridade com o símbolo masculino e daí não fazeres essa distinção quando não estás com atenção, com o lado da razão a funcionar.
.....
Bom na altura, no sonho claro, pensei mas quem é esta que não me conhece de lado nenhum que sabe a minha carga genética? e que raio de explicação tão detalhada para quem apenas anda com a cabeça no ar no trajecto para as casas de banho publicas....
Thursday, September 18, 2008
Wednesday, September 17, 2008
ainda há esperança...

Finalmente no outro dia lembrei-me que aquela caixa cinzenta (televisão) que estava sempre ao meu lado enquanto produzia se podia ligar, e que de lá saía som, imagens, informação e tanta estupidez.
O que é certo é que foi óptimo para parar esta cabecinha pensadora de atrofiar durante umas longas horas. É mesmo isso, a nossa televisão, a programação está feita mesmo para anestesiar o cérebro, ou seja para o atrofiar ainda mais. Para esquecermos que temos vida própria e passarmos a viver a vida dos outros. Desde as 10am (ai Jesus, quanto mais cedo pior) até terminar o dia 00:00h, cada programa, cada apresentador, cada convidado, cada tema pior que o outro. Bem, e as telenovelas umas a seguir às outras, que quem não está dentro nem percebe que já terminou uma e já está noutra. Isto porque neste andar a televisão só tem os quatro canais, o canal 2 sem dúvida que é o salvador. Imagino a quantidade de pessoas por este país fora, que se senta no sofá de manhã em frente ao televisor a papar aquela merda toda até ficar com a cabeça cheia de histórinhas da treta. Epa, se em apenas um dia eu assisti a tudo e fiquei num tal estado de miolos enfarinhados imagino quem faz deste cenário um ritual. Não compreendo mesmo como pode ser tudo tão mau e cansativo. Sim, porque no fim do dia realmente parecia estar leve por finalmente não me concentrar tanto nos meus problemas(que diga-se de momento não são nada de mais), medos, anseios, frustrações, ideias, carências, desejos, mas, fiquei com a cabeça cheia de lixo. Foi tanta a informação inútil recebida, tantas as conversas da xacha e os dramas individuais intensamente vividos no colectivo momentaneamente, sim, porque estar sentadinho do lado de cá e ver que os outros têm histórias do arco da velha, menos sorte, mais doenças e no entanto só desgraças faz com que os telespectadores na sua maioria, ou sejam solidários e comecem também numa espécie de competição a comparar as desgraças de cada um, ou deitem uma lágrima e pensam coitada(o) afinal os meus problemas não são assim tão maus. Mas no fim de contas feitas, este mundo está perdido.O que é certo é que essa compaixão e solidariedade são esquecidas nos momentos seguintes para dar lugar a mais um caso, a mais uma historia e outra e mais outra. É a mesma coisa de dizer, o pais está em crise, isto está muito mau, esta uma desgraça, esta a ficar muito violento, não temos condições, mas paralisados com tantas noticias desinteressantes e escandalosas (estas sem nunca irem avante com resoluções justas)ninguém se move, mas sim comove e cai no esquecimento.
E de repente Portugal transformou-se num país de desempregados, onde muitos se cansam e partem a aventura para outros destinos à procura de melhor sorte, onde alguns trabalham arduamente,onde muitos que ficam reclamam do excesso de imigração,referindo que o país está a ficar violento por culpa destes. Imigrantes estes que na sua maioria vêm para cá fazer trabalhos menores, aqueles que muitos portugueses não estão para se dar ao trabalho de o fazer.
E ainda, tornou-se também numa fábrica de lançar actores e manequins. Enquanto aqueles que não têm nada para fazer e por não terem dinheiro nem atitude para saírem do sofá, a televisão aposta nos mais jovens, nas caras bonitas, põe-nos cheios de estilo, aquele estilo forçado e plástico onde criam modas exageradas e pindéricas, onde alimentam o culto da fachada e do materialismo, conta mais o cabelo e as roupas fashion , o carro e o telemóvel topos de gama, elevando assim a ostentação e a estética , num país de endividados, deixando para trás a essência , a tradição a genuinidade,desfilam nas novelas, a apresentar programas de pobres em informação útil, em anúncios publicitários onde só há um ou outro que escapam, porque a sua maioria são de detergentes para a casa, ou claro telemóveis e afins...
Enquanto os nossos governantes não assumirem a questão da república como um assunto sério e de grande responsabilidade, e, dirigirem a nação cada vez mais perdida, cada vez mais desorientada, cada vez mais limitada de acções e horizontes, cada vez mais de shopping centers , que-é-bora-lá-endividarmo-nos-mais-um-pouco, penhorar o que ainda resta...
Bom, faço parte do grupo dos que criticam, mas que também muito pouco ou nada tenho feito nestes últimos anos pelo meu país. Faço parte daqueles que emigraram e sim, aí lá fora, como bom português não poupo em criticas, mas o saudosismo faz sempre realçar o que este país ainda tem de bom.
Tuesday, September 16, 2008
Para quando?

Como já referi num post anterior, 2008 (para mim) destaca-se como um ano de mudanças, deslocações, trocas, tanto a nível de residências, como de trabalhos,de experiencias, como de pertences a viajarem de um lado para o outro dentro de caixas de cartão. Continuo à espera de uma caixa que não trouxe comigo, por sinal com coisas que me fazem mesmo falta. Esta, à primeira vista parecia a encomenda mais segura de enviar, aquela que eu tinha a certeza que ía chegar intacta e a tempo, supostamente em Julho, de Macau até Lisboa. Como nunca podemos/devemos nos agarrar assim a tantas certezas, claro está, foi exactamente a que falhou. Neste momento não sei por onde anda e o pior, é que talvez chegue depois da minha partida. Outra que nunca mais deu sinais de ter dado à costa, são trabalhos meus que estão/estavam ('?) em Xangai, supostamente agora a caminho de Zhuhai com destino a Macau.Estou convencida que esta história de encaixotar/enviar/receber ainda não terminou, porque depois destas, já estou a planear umas outras!
Sunday, September 14, 2008
Mais uma festa da Lua!

Hoje á meia noite, não te esqueças de observar a Lua. É o dia em que está maior no ano inteiro. Está cheia e luminosa.
Os chineses reunem-se com os seus familiars à noite, jantam juntos, comem bolos da lua (os mooncakes) enquanto apreciam a Lua e desfilam com as lanternas que as vão deixar á agua(mar ou rio).
Diz a lenda: “Em uma época distante, havia 10 sóis no céu que faziam o povo sofrer de fome e sede. Um dia, um homem que se chamava Hou Yi (后羿) decidiu tirar nove destes sóis e, com o trabalho dele, conseguiu a paz para o povo e tornou-se rei. Mas, Hou Yi tormou-se uma pessoa má, obstinado e vingativo, que roubou uma poção que dava a ele a imortalidade. Sua esposa, Chang E (嫦娥), não conseguia aguentar mais o marido, nem ver o povo sofrer com as suas crueldades. Resolveu roubar a poção do marido e tomá-la. Com o efeito da poção, Chang foi para a lua, onde havia um palácio, uma cerejeira e um coelho – a sua única companhia”.Dizem que ainda hoje é possivel vê-la nesta noite.
Por aqui, agora não estou na China, nada de festividades, de mooncakes nem lanterninhas, mas sentada a olhar para a Lua projecto nela o que quiser ver..
Friday, September 12, 2008
13/09/2008- Uma casa Portuguesa Cheira bem cheira a Lisboa e ...
O Sábado foi de fados. Aproximámo-nos da rua e lá encontrámos a ilha no meio dos prédios urbanos. Em plena cidade de Lisboa, uma casa m ruínas, um antigo palacete com jardim e horta. A tarde foi de fado, ao ar livre. Estava lá tudo, as rosas, alecrim com fartura, a saudade, pão, água, vinho, queijo, azeitonas, chouriço, guitarras portuguesas, boa disposição, que até nos fizeram esquecer o aglomerado de prédios que nos cercava. Engraçado, foi ouvir fado cantado e sentido por holandeses, espanhóis, alemães, foi divertido, mas diga-se que ninguém tem tanta alma de fadista como um bom português que se preze.
Para terminar bem a tarde, febras na grelha e carapaus.


Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem esta franqueza,
fica bem, que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar,
e ficar contente.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
São José de azulejo,
mais o sol da primavera...
uma promessa de beijos...
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
No conforto pobrezinho do meu lar, há fartura de carinho.
e a cortina da janela é o luar,
mais o sol que bate nela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela...
É só amor, pão e vinho e um caldo verde,
verdinho a fumegar na tigela.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
São José de azulejo mais um sol de primavera...
uma promessa de beijos...
dois braços à minha espera..
. É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!



Cheira bem, cheira a lisboa
Lisboa já tem Sol mas cheira a Lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com as chinelas da Ribeira
Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas da viela mais escondida
Cheira a iscas com elas e a vinho
Um craveiro numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é Verão
Teus lábios têm o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Para terminar bem a tarde, febras na grelha e carapaus.


Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem esta franqueza,
fica bem, que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar,
e ficar contente.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
São José de azulejo,
mais o sol da primavera...
uma promessa de beijos...
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
No conforto pobrezinho do meu lar, há fartura de carinho.
e a cortina da janela é o luar,
mais o sol que bate nela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela...
É só amor, pão e vinho e um caldo verde,
verdinho a fumegar na tigela.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
São José de azulejo mais um sol de primavera...
uma promessa de beijos...
dois braços à minha espera..
. É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!



Cheira bem, cheira a lisboa
Lisboa já tem Sol mas cheira a Lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com as chinelas da Ribeira
Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas da viela mais escondida
Cheira a iscas com elas e a vinho
Um craveiro numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é Verão
Teus lábios têm o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
Thursday, September 11, 2008
[...]

..."Podemos não encontrar um sentido de vida, um sentido para a vida, o caminho célebre para a felicidade ideal, como as teologias descartáveis prometem de porta em porta. Mas existem pequenas ilhas de felicidade, por onde vamos saltitando como náufragos perdidos. São estas ilhas que nos dão alento no caos que nos consome"...
in crónicas de joão Pereira Coutinho
Wednesday, September 10, 2008
do entusiasmo à exaustão
Tuesday, September 9, 2008
Finalmente a sentir-me recuperada!E quais estruturas?

Já não era sem tempo, mesmo sabendo que tudo tem um tempo, depois de muitas arrumações, descanso e reflexões, a vida de estar parada e muito sossegada não é para mim. Agora que me sinto recuperada e organizada, já passei à acção e aquela acção de que tanto gosto. Movimento, resultados, trabalhos, afazeres , ritmo , propostas, decisões, distracções, compromissos, objectivos, metas, sonhos... Atira lá para trás aquela preguicite aguda e mau estar de peso nas costas e desmoralização. Caminho com garra, prá frente é o caminho!
....epa, vai-se estruturando...
Monday, September 8, 2008
e é assim...
Sunday, September 7, 2008
Saturday, September 6, 2008
Not!
Friday, September 5, 2008
já Setembro





A cidade já está cheia de carros, de transito, de pessoas de confusão. Já não circulo para todos e qualquer lado em poucos minutos, assim como também já não arranjo lugar para o carro.Já não tenho lugar no metro, já só tenho filas e filas de atendimento para qalquer serviço, é assim na maior parte do tempo em Lisboa.
Com os últimos dois dias deixaram-me a pensar que o verão tinha chegado ao fim. Depois reflecti...mas que verão? Este passou-me mesmo ao lado. Espreitei nalguns momentos vividos neste último mês, dos poucos que passei ao ar livre...
Mas como estava a guardar o meu pequeno verão para Setembro ou Outubro, fiquei desmoralizada. Mas claro que não acreditei que ele se pudesse ir embora de vez, sem eu ter dado conta sequer que ele tinha chegado. Enchi-me de esperança e acreditei que o verão ainda estava para vir. O dia de hoje é uma prova disso, e é só o inicio...Um sol quente, radioso, um bafo.





ahhh não---foi sol de pouca dura...apenas umas horinhas..
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