Friday, February 26, 2010

Em boca fechada, não entra mosca!

Como um sabonete que se dissolve em água


Este blog está cada vez mais desligado..
no seu inicio foram , no ano de 2007 , 504 posts
em 2008 passou para a metade, 232 posts
em 2009 passou para a metade do ano anterior 185 posts
em 2010 ja a caminho do terceiro mês , vai em apenas 18 posts
tou sem saber como vai decorrer...mas provavelmente vai ser esse o percurso, passar para metade de posts em cada ano , uma contagem decresecnte até à ausencia de post.

Shortcuts

Tuesday, February 23, 2010

Monday, February 15, 2010

Vai dar milho aos patos


Esta é a última imagem que vejo do dia, de todos os dias, de cada noite, em frente á cama onde tenho estado a dormir estes três meses, antes de apagar a luz lá vejo a mensagem: vai dar milho aos patos...

Sunday, February 14, 2010

Valentine´s Day


A história do Dia de São Valentim remonta à Idade Média quando um bispo de nome Valentim enfrentou o imperador Cláudio II, que tinha proíbido o casamento durante as guerras, por acreditar que os solteiros eram melhores combatentes.

Ora, o bispo contrariou as ordens do seu superior e não só celebrou casamentos, como ele próprio casou-se secretamente.

Descoberta a insubordinação, Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto aguardava o seu fim, apaixonou-se pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão.

No seu adeus, a 14 de Fevereiro, escreveu-lhe uma mensagem na qual assinou “Do teu Valentim”.

Outra versão aponta este dia como aquele em que os pássaros tradicionalmente se acasalam, pelo que rapidamente se tornou no Valentine´s Day.

Saturday, February 13, 2010

Keep walking..



A Águia gosta de pairar nas alturas do mundo, não para ver as pessoas de cima, mas para estimulá-las a olhar para o alto.


Elizabeth Kubler

Monday, February 1, 2010

Diz-me onde moras....

"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos,
um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.

Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e
com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em
Cascais. É a injustiça do endereço.

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em
Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja... ou em qualquer
outro sítio que soe à toponímia de Angola.

Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)

Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque
é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.

De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como
é que a Europa nos vai querer integrar?

Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.

Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.

Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a
menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).

E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir
dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que
acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?

Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do
Garganta Funda.

Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando
com a Vergadela de Santo Tirso ? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".

Ninguém é do Porto ou de Lisboa.

Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome
profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.

Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de
naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).

É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from
the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de
Filha Boa. Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no
concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes
giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um
percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola),
sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro
(Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).


(Miguel Esteves Cardoso)