
Mesmo antes do regresso para Macau, sentados numa bela esplanada de mais um restaurante de Cantão, saboreámos as delícias mais vulgares da ementa.
Após a refeição fizemos uma pequena digressão pelo interior deste, observar as especialidades que oferecia

Antes de começar qualquer coisinha, quero dizer que mais uma vez fiquei em choque, não gostei nada do espectáculo que vi, apesar de ter sido algo de fenomenal!

Logo á entrada uma mesa, colmeias, favos de mel recheados de minhocas que mexiam fernéticamente, essas minhocas não eram vulgares, eram sim, a fase antes de serem abelhas...o que faziam ali?! mais um pitéu, enquanto se mexiam a prepararem-se para serem abelhas, antes de o serem são ingeridas vivas, assisti, cada um que passava agarrava numa e atirava para dentro da boca engolindo-a, assim como eu como amendoins...algumas eram atiradas para dentro do licor, tornavam-se abelhas e morriam alcoolizadas ou queimadas, de seguida bebiam esse líquido.
O Hugo, foi o único que se atreveu a experimentar tal coisa...





Na banca atrás uma dezena de seres desmembrados, amputações ao vivo do que se quiser....crocodilos, lagartos, peixes, etc....



enquanto os meus sentidos melindrados reparavam em cada detalhe destas atrocidades, o Hugo e o João atónitos ficaram com uma cabeça enorme de um peixe(atenção apenas cabeça) que mexia a bouca..

rápidamente voltamos-nos todos para a cabeça e dissémos "não é possivel!" mas eles teimavam em conjunto que tinham visto....e era verdade... o que restava do peixe- a cabeça- começou a movimentar~se com uma tal rapidez, a boca a abrir e fechar energéticamente, a lingua sem parar de saltar, ( estavamos assombrados) , o "peixe"(cabeça) contínuava numa tal fúria que escorregou da mesa e caíu no chão, aliás a cabeça enorme e pesada caiu de uma altura considerável, afastamo-nos a presenciar aquela cena surreal.....a cabeça dá uma serie de cambalhotas no ar, bate com o alto no chão, provocando um "POCK", algum sangue no chão, pensámos" desta foi de vez", mas não. Ela continuava com a boca a abrir e fechar. Chega um dos empregados que espeta os dois indicadores em cada olho e assim sustenta a dita até á bancada, colocando-a em exposição como anteriormente, como se nada tivesse acontecido....
Desta vez é que não deve ter resistido, com dois dedos enfiados a empurrar os olhos para dentro, enganei-me, lentamente começou a reagir, a boca novamente abria e fechava, os olhos já estavam de novo no lugar, a boca mexia...parecia que queria falar, que o grito não saía, quanto tempo mais ficou naquilo, não sei....viémos embora, não tinha mais nada que ver. Ali, estava uma alma sem descanso...