Sunday, August 31, 2008

el beijo


Que audades que eu tenho do teu beijo, do teu abraço, do teu carinho, do teu amor,...., de ti...

Veremos...


Com tantas aranhas que me têm aparecido, tantas que se têm cruzado no caminho, nos meus espaços, nas minhas coisas, que só espero que tenha algum fundamento o costume de dizer-se Em Portugal, que as aranhas trazem dinheiro a quem as encontre.
Vejo uma aranha a passear na parede, depois outra dentro das minhas caixas de material no atelier, outras a percorrerem a papelada, a primeira reacção é sacudi-las, depois lembrei-me que se fosse na Austrália, onde as aranhas minúsculas são as mais mortais, tinha que ter mais cuidado. Por isso relaxei e deixei-as circularem.
Quando à noite estou sentada em frente ao computador e vejo a passar na parede á minha frente um aranhiço, pensei – que raio?! hoje ainda vi mais aranhas, até aqui?- nesse instante lembrei-me do Euromilhões que tinha jogado na véspera. Como não jogava há um ano e depois de ter visto tantas aranhas fui logo espreitar ao site para ver a chave: 0 certos! incrível, acho que nunca me tinha acontecido não acertar nem num, nem ao lado! Mas já me aconteceu receber quantias inesperadas depois de ter encontrado uma aranha no meu carro. Mas acredito mais que seja através de trabalho do que por um jogo de sorte...

Saturday, August 30, 2008

ai ai Rita Maria ai ai...


Esta é daquelas imagens que não se vão repetir nos próximos meses.
Estou com não sei quantos quilos a mais. O desespero, a roupa não me serve!
Há dois dias comecei o regime. Vou recomeçar com os exercícios físicos. Bye bye doces.Bye bye gula.

A lei do encaixe perfeito.Sem ele, nada feito.


A alegria que se pode ter por encontrar a chave. Ou a desmoralização de não a encontrar.Não , não era a chave do tesouro perdido, mas sim a chave do atelier. Andava já a alguns dias para lá ir, mas não tinha como entrar. Entre as (des)arrumações encontrei diversas chaves sem nome, ía tudo para reciclar nos meus trabalhos, ou até mesmo directas ao lixo, quando achei melhor guardar e experimentar naqueles sítios que se tornaram interditos por falta de se ter a chave certa.
Com o atelier tive sorte, com o cadeado que está a impedir uma bolsa grande da minha mochila de ser aberta, não tive a mesma sorte. Passei as viagens todas deste ultimo ano e meio a querer rebentar aquele cadeado. Nunca cheguei a fazê-lo, porque tinha que destruir o fecho. Quando encontrei também por aqui umas chaves pequenas de um cadeado, sorri, e pensei "ei-las". Fui experimentar. Não abriram.

Friday, August 29, 2008

Contagem decrescente


Faltam 54 dias para a minha próxima partida, para a próxima viagem. Ou seja, sete semanas e meia para tratar de muitas muitas coisas.

tesourinho- casulo- concha- lar-adoro a minha cama


(acho que vale a pena clicar na imagem para a ver aumentada e assim entenderem melhor ao que me refiro)
Neste meu universo pequeno, que mais parece uma loja de bricabraque, onde cada coisa transporta a um lugar, a um momento , a uma viagem, a uma época, a uma pessoa, a alguma fase, a um conhecimento, a muitas memorias, a muitas vivencias, à minha história....
É um exagero, bem sei. Mas em quê é que não sou exagerada? Tenho vindo a fazer um esforço, de cada vez mais eliminar o que está a mais, mas aquela consciência do que está no meu pequeno tesouro, não me permite abandoná-lo, porque quando estou longe apesar de ele me acompanhar cá dentro, quando regresso entro nele.
Rodeada de tanta tralha, em arrumações profundas e completamente aconchegada no meu casulo, fico rodeada de objectos, de trapos, de acessórios, de imagens, de desenhos, de frases perdidas nas paredes, sem conseguir esvaziar os armários o quanto eu gostava.
O objectivo era tirar tudo cá para fora das gavetas, armários e prateleiras e fazer uma selecção intensa. Mas não estou a conseguir. Em parte não estou. Porque tiro realmente tudo cá para fora, mas no momento de escolher cada objecto, cada papel, cada, caderno, cada livro, cada casaco, cada peça de roupa, , não consigo deitar metade das coisas fora, como pretendia, mas sim, um quinto. Então fiz um pacto comigo mesma, Cada vez que abro um armário para arrumação, neste momento ja foram todos arrumados pelo menos uma vez, sigo o processo, de tirar tudo cá para fora e tenho que obrigatoriamente retirar duas peças de cada secção, porque mais não consigo. Estou demasiado apegada aos meus pequenos tesourinhos. O que está a acontecer também não é nada mau. Um bocado estúpido está claro, porque perco muito mais tempo e tenho muito mais trabalho, mas também a arrumação está a ficar quase perfeita. Mas agora ando no processo de repetir as vezes que faço uma selecção de cada armário, claro que sinto-me ridícula, mas devagarinho a eliminar uma coisa de cada vez, custa-me menos a despedir daquilo que realmente não me faz falta.

Thursday, August 28, 2008

What***???


foi com esta cara que fiquei quando recebi o extrato do banco, destes últimos meses em viagens!***

Tuesday, August 26, 2008

epa, eu por vezes não me compreendo quanto mais aos outros?!


Estou cansada, eu não sei estar no intermédio. Quem sou eu?o que faço eu? que quero eu? o Que pretendo eu ? Eu, eu , eu….tudo centrado neste umbigo minúsculo...será que tenho alguma definição, será que sou alguma coisa? será que o quero ser? Como hoje em dia anda tudo mais preocupado em ter do que ser, eu já não compreendo definições. Mas não suporto o intermédio. Para mim é ou não é. Será? como é ou não é se eu própria não encontro determinações. Estou confusa, assim um misto entre semi perdida semi encontrei-me. Semi sei o que quero, semi não faço a mínima o que será melhor..
enfim, desabafos de uma mente indefinida.

Sunday, August 24, 2008

A recordar Xangai...

Com preguiça de escrever seja o que for, deixo aqui cenas de alguns momentos de 2008..Xangai no último inverno, Fevereiro:


No japonês 'all you can eat' :

Inverno em Xangai:







caminho para uma das casas:






Saturday, August 23, 2008

Um sopro dos Indios, as vozes do outro lado



Será que era o eco do meu grito surdo?

Ontem ao adormecer caí num sono profundo. Comecei a ouvir o sopro dos índios, era como vento, vozes, gemidos num sopro forte, não entendi as palavras que diziam, apenas sopros, apenas vozes, mas não era o vento, eram os índios. Encolhi-me, senti um arrepio a percorrer-me a espinha, fechei os olhos com força e senti medo, entrei em transe e percebi que não vinha do mal, tinham uma mensagem, não sei qual.
Mergulhei numa floresta, encontrei alguém que me deu uma pedra preciosa, e disse:

-Guarda-a contigo bem, toma cuidado, não a mostres a ninguém, ela contem segredos e poderes mágicos, ela vai ser o teu talismã da sorte, a tua protecção oculta.

A personagem desapareceu, enquanto ouvia aquelas palavras com a pedra na mão de um brilho jamais visto. Guardei-a com apreço.
Quando acordei no dia seguinte, a imagem da pedra permanecia bem presente, assim como as vozes, o sopro dos índios.

Friday, August 22, 2008

Oyster Oyster Oyster Oyster Oyster Oyster Oyster Oyster


Epa, todos os dias penso em Ostras, desde a semana passada quando nos degustámos com tal iguaria , acabamos com o stock e soube a pouco..Todos os dias me lembro delas. Todos os dias me imagino a comer ostras até não querer mais. Todos os dias me deito e acordo a pensar nelas.Hoje lá fui tomar um gostinho de ostra. Só mesmo um gostinho...vou continuar a pensar a fechar os olhos e a sentir aquele gosto na minha boca.

Thursday, August 21, 2008

mais uma revelação:



Sonhei que ia expor o meu trabalho numa óptima galeria. Faltava uma semana para a inauguração, enquanto admirava as paredes brancas despidas, imaginei o trabalho que era suposto apresentar. Subitamente mudei de ideia com um trabalho recente que tinha em mente. O desafio era convencer a galerista, que iria conseguir concluir o novo trabalho em menos de uma semana (só em sonhos mesmo). Mas com isto, é a segunda vez que em tão pouco tempo me surgem ideias brilhantes em sonhos para desenvolver o meu próximo projecto.
Como se não bastasse, recebo uma quantia inesperada de dinheiro, que automaticamente penso em gastá-lo numas férias na neve nas próximas ferias da Páscoa (vá se lá saber porquê que sonhei com isso). Depois da exposição ter sido um sucesso vou de férias para o Brasil, vou parar a uma praia com um mar incrível, transparente, mas de um tom que nunca tinha visto. A praia era óptima para fazer mergulho, comecei logo a ficar mais do que entusiasmada. Da areia eu conseguia ver o fundo cheio de peixes e rochas. Fixada a olhar para o mar, alguém aparece junto de mim e diz:
- espera, ainda não é tempo de ir mergulhar, pega na prancha e anda apanhar umas ondinhas.

eu estava extasiada, as ondas eram perfeitas para mim, estavam fáceis, não muito grandes e de formação ideal para uma inexperiente como eu. Pego na Malibu, perfeita para aquele mar e para mim, porque é mais fácil de apanhar uma onda e gozar mais. Remava em todas as direcções, apanhei uma direita fabulosa. Até que me lembro dos tubarões, pergunto se não há tubarões naquela praia, há. Encolhi os ombros e não quis saber, continuei, pensei, também o que é que o tubarão levará de mim, não lhe sirvo para nada.
Bom, posso dizer que foi um sonho, ou vários sonhos de seguida cheios de surpresas agradáveis. Amei.

Wednesday, August 20, 2008

Há fogo há fogo!




Na semana passada, estive no campo, lá para sul. Numa bela tarde de descanso, quando estava mesmo prestes a cair no sono começo a sentir um cheiro a queimado, que muito rapidamente se intensificou. Enquanto o meu cérebro estava a descodificar a mensagem chegada pelo olfacto, oiço, "é fogo! está a haver um incêndio!" Num salto venho espreitar cá para fora. Subimos todos ao terraço e avistamos de facto as chamas e o fumo do outro lado do terreno. Bom, a Xana foi logo ligar aos bombeiros, e em 5 minutos chegaram ao local, helicóptero com um balde de água, movimentava-se para a frente e para trás. As sirenes dos carros dos bombeiros aproximavam-se. E graças à eficiência dos bombeiros e ao telefonema da Xana enquanto era tempo, foi fogo de pouca dura. Fomos, o grupo todo, uns sete apreciar o espectáculo e felicitar o belo trabalho dos bombeiros.

Tuesday, August 19, 2008

[*#!%&=?*]


São tantas as ideias e os pensamentos que me ocorrem quando estou distante deste teclado. Quando me sento em frente a este monitor, correm-me milhentas imagens , frases , pensamentos distorcidos e confusos para acrescentar neste blog, no próximo post.
Parece que são infinitas as opções em que espremidas ficam um pó ralado sem contexto.
Depois há outra coisa. É que quando comecei este blog, escrevia para mim, ninguém , ou quase ninguém aqui espreitava. Sentia mais liberdade para escrever sem fronteiras o que me corria na alma. Cada dia que passa vou sabendo de mais pessoas que já passaram e continuam a passar por aqui. Mas se escrevia apenas para mim, porque não o fazia no papel? Porquê expor-me aqui num meio onde pode ser visto por todos? Cheguei à conclusão, se é que posso chegar a alguma, que há uns tempos atrás não tinha nada a esconder e que agora, há uns meses para cá sou atormentada por determinados pensamentos e julgamentos que me apetece expô-los de uma forma dura e crua. Preocupando-me assim em não querer ofender nem preocupar aqueles que me são mais queridos, engulo e fecho a sete chaves aquilo que poderiam ser explosões de dinamite. Estarei eu com mau feitio, a ficar mesquinha e intolerante? Ou serei eu uma critica aguçada e que só olha para o meu umbigo? Que não gosta de intrigas nem conflitos, mas que quando está perante eles não lhes vira as costas e vive-os intensamente. Pior, muito pior, é que grande parte desses conflitos, são interiores que se confrontam com o mundo lá fora. Acabei de decidir, enquanto escrevo, que vou criar um outro blog, este anónimo só para deitar para fora todas as porcarias que se acumulam cá dentro. Uma espécie de reciclador de ideias merdosas ou emoções fulminantes. Para que este, possa fluir mais saudável e o que não é despejado não fique a contaminar, a pesar a caixa desta memoria.
Bom já agora vou revelar parte do sonho desta última noite.

Estávamos, um grande grupo de amigos, numa bela casa de ferias em cima da praia. Quando a certa altura entra uma família qualquer, que nunca ninguém tinha visto, pela casa a dentro, instalam-se ao que reajo com alguma agressividade. Disseram-me que lhes apetecia e que tinham decidido ficarem ali ponto final, eu respondi, mas é que nem pensar, não foram convidados, não são bem vindos, fora daqui, ponto final paragrafo.

Entretanto, nessa mesma praia, estava a passear com a amiga Ana, eu andava com uns ténis e um boné que não eram meus, passamos por um jardim, onde estavam algumas crianças e idosos. Pedi a uma velhinha amiga que me emprestasse o cão dela para dar uma voltas, um passeio. Bom, no final da tarde na praia, já sem ténis nem boné, deitada na areia olho para a minha perna que tinha um alto enorme na canela, uma bola saliente, Entrei em pânico, em minutos velozes pensei: e se me tiram a perna sobreviverei? O que hei-de decidir? Com vida e sem perna, ou sem vida?
Quando regressei tinham desaparecido os ténis e o boné, fiquei em pânico porque nada era meu e teria que devolver aos respectivos donos. Mais à frente vejo uma banquinha, dois homens estavam a vender o que tinham conseguido roubar naquela tarde. Queriam-me vender os ténis, eu chorei, desatei a chorar, disse que não eram meus, precisava de devolve-los e que nem pensar que lhes ia pagar por uma coisa que me roubaram. Chorei berrei até que me venderam por uma pechincha. Nesta confusão o cão desaparecera. Ai a velhinha, o que vou dizer à senhora que me tinha feito um agrado e que com isso lhe perdera a sua única fiel companhia?! Estava cada vez mais desorientada, quando mais à frente descubro o cão em transformação, estava a transformar-se num homem com cara de mau. Não queria acreditar. E agora o que lhe vou dizer? Ela vai achar que estou louca, como é que ela irá reagir quando a levar ao pé do homem e lhe disser que aquele era o seu querido companheiro, o seu cão? Chorei, e depois não me lembro, acho que acordei no desespero.
Agora digam-me, isto devem ser pensamentos de uma mente perturbada. Cheguei a uma conclusão, parece que neste sonho tudo se relaciona com um sentido de posse, que apesar de nada me pertencer há uma certa noção de dívida e de poder. Bom, não sou psicanalista, nem vou perder mais tempo com isto, mas que é uma maradice lá isso é. Só há uma coisa que me descansa, é que costumo sonhar demais, sonhos hilariantes, e há muito tempo que não fazia ideia quais teriam sido os meus sonhos. Parece que agora vou recomeçar essa fase, a de viver a outra vida, aquela que não tenho o mínimo de qualquer controlo, a dos sonhos nocturnos.

Tuesday, August 12, 2008

Deus dá nozes a quem não tem dentes


já dizia o meu professor na faculdade...e é uma frase que não para de me martelar na cabeça.

Monday, August 11, 2008

[...]


Andava eu a navegar pela net, a visitar um blog que gosto de espreitar, quando me surpreendi com este texto, é mais ou menos isto que estou a sentir, com alguns detalhes que diferem, mas o espírito está lá.


" São fases, meu senhor, são fases

Há muitos anos que não passava um dois d'Agosto fechada em casa. Agente pensa sempre que já passou tudo o que tinha para passar, mas não. Existem coisas que estão sempre prontas para nos acontecerem a nós, sendo ou não prováveis de se passarem connosco. É por isso que eu agora estou neste sofá beje-encardido, rodeada de revistas, pó e saudades, televisão e barulho de carros, música e cigarros, mantas e ventoinha, almofadas e jornais velhos, garrafas de água e télémoveis, e não estou numa praia qualquer, a jantar num restaurante com os suspeitos do costume, a preparar-me para mais uma noite das arábias. Não vou escrever que as noites das arábias já lá vão - seria demasiado fatalista, ainda só tenho 26 anos, com certeza passarei ainda umas noites porreiras. No entanto, se agora fosse obrigada a imaginar-me noutro sítio que não a minha casa, seria incapaz. Ando tão fechada na minha concha, tão concentrada no meu papel de bicho-do-mato, que nem me lembro como é ser a K. do costume... Deixei de ser a party girl sem sono, que não se cansa e não pára em casa, para ser esta mosquinha morta que assumiu totalmente o lado não-gosto-de-mim-vou-só-mandar-me-abaixo-mesmo-sem-dar-conta-disso. Há uns meses atrás a geek-psicótica e a Miss futilidade eram amigas forever. Actualmente, e mesmo sem batalha nem guerra, só a primeira existe. A minha consciência social acabou. Sou uma nano-amiga, e se dantes exagerava em tudo o que era festa, agora exagero em tudo o que é tempo passado em casa. É. Agente pensa sempre que já passou tudo o que tinha para passar, mas não. I rest my case. Já fiz muito. Já viajei muito. Este Verão pertence a outras pessoas, a K. ficou em Lalaland."

Friday, August 8, 2008

080808


Há quem diga, ou que tenha receio de datas como a de hoje, capicuas ou o mesmo numero do dia/mês/ano. Eu pelo contrario, acredito que sejam dias de sorte. Não que me tenha acontecido alguma coisa de especial num destes dias específicos. Mas agradam-me, sinto-os especiais e por isso já os considero como um bom dia. Mesmo, que neste dia o lugar do lado tivesse ficado vazio, ele partiu para outro continente, para lá do oceano.