Thursday, October 11, 2007

SHANGHAI - Dia II

Dormir até apetecer. Começar a montar a exposição. Jantar em casa do Qeath, Irlandês. Vinho tinto como já não bebia desde antes de ir para as Maldivas. O Jack, Hanspeter, o Qeath e eu, depois do jantar uma digressão pela noite de Shanghai. mais uma noite de muita risada e de conversas e mais conversas e encontros multiculturais, uma noite muito internacional.

Acordar tarde. Que bom há quanto tempo. Mesmo de ferias saltava sempre da cama entre as 7 e as 8 da manha. Surfar cedinho, andar pela praia, aproveitar o dia. Saudades do silêncio do mar, do ar quente e limpo, de não carros e apenas barcos e remar remar nadar nadar...onde as preocupações eram apenas: como vai estar o tempo, e as ondas, e a que horas nos encontramos com o restante grupo, e a prancha, e vamos comer, e dormir, e descansar ,e apanhar sol, mais protector, reservar o barco para o dia seguinte, as correntes, os tubarões, os corais.... massagens para relaxar os músculos, pois é bons dias, bons momentos , imagens que me sobressaltam em flashes na minha cabeça enquanto caminho pelas ruas movimentadas e cheias de tráfego de Xangai. O ar esta fresco, parece Portugal em Setembro. Sol , pouco húmido e uma aragem... Sem tempo porque deixei-me dormir ate à ultima feliz numa cama e de corpo esticado na horizontal.
Tarde inteira a preparar os trabalhos , a montagem para a exposição.

7:00Pm, vamos jantar a casa do Keif, Irlandês. No táxi, as conversas eram cruzadas, o Hans, Suíço, que falava ora mandarim, ora cantonense, ora português, inglês ou alemão. O Jack, chinês do sul, ora falava inglês, ora mandarim com o colega ora cantonense comigo. Conversas e idiomas cruzados onde tudo fazia sentido.
Um óptimo jantar ao estilo Irlandês. O vinho maravilhoso, como já não bebia a alguns dias. Os últimos dez dias andei muito saudável. Alimentar-me bem, dormir muito e bem, fazer muito desporto relaxamento..limpeza profunda...e agora de regresso á grande cidade, começar a intoxicar-me. fumo, álcool, barulho, poluição de todos os tipos, noitadas, ritmo acelerado, trabalho e poucas horas de sono.
Depois do jantar fomos ate um bar. Depois outro, onde nos encontramos com mais um Chinês, de Hong Kong e com o John de Burma, a primeira pessoa que conheço de Burma.
Beber, mais beber, e mais fumo, conversas, e risadas. Não tenho registos deste momentos. Ainda não peguei na câmara desde que deixei a ilha paradisíaca.

Realmente a algum tempo que a minha família me apelidou de "TUAREGUE" ...de facto estou sempre em transito.

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