Wednesday, May 6, 2009

The last amazing weekend was, was...at Hong Kong yuhuuuu























Praia, sol, mar, amigos, mochila, barcos, movimento, descontracção. Depois da primeira noitada na ilha de Hong Kong fiquei completamente arrasada, sinto que a minha pedalada está se a direccionar mais para a boa vida durante o dia, mais do que a vida de morcego que me arruína em todos os sentidos. Segundo dia, hora de ir para a praia, hum, boa, tudo fully booked , God...depois de centenas de telefonemas a tentar arranjar um lugar para dormir, nas ilhas ou em qualquer lugar em Hong Kong desistimos e foi o melhor que fizemos. Ficamos a dormir na praia, ai que coisa boa, como eu gosto de ser ciganita-
No inicio estávamos um pouco desconfortáveis, se chovesse estava tudo estragado, rezávamos para que os mosquitos não perturbassem, nem os cães, nem os búfalos, nem as aranhas nem o frio nem nada. Claro que a noite não foi de um sono profundo, mas foi tranquila e o melhor foi acordar às 6 da manhã, percorrer a praia deserta, saltar, respirar, ouvir o vento, ouvir o mar, sentir o sol e respirar maresia. Esse dia tive-o como um momento revitalizador, regenerador, relaxei, vivi aquele dia em plenitude a aspirar para que se estendesse no tempo. Curioso, é que senti que a minha felicidade, para alem de toda aquela harmonia do sentir, estava relacionada ao facto de ter o nosso improvisado lar por baixo daquelas árvores. Enquanto no inicio nos fez confusão não ter um tecto, não ter para onde ir, logo depois do desapego, é essa liberdade que ressalta. Claro que adoro pôr nestes termos porque sei que tenho sempre um tecto, um chão, uma conchinha acolhedora cheia de conforto e afecto.E quando se tem uma praia o problema fica resolvido. Porque já me aconteceu em viagens, não ter mesmo onde ficar pela mesma razão, por estar tudo cheio e aí tivemos que dormir no carro, uma outra vez no porto, uma outra na estação de comboios, outras vezes ter que desistir e mudar mesmo o destino.




Já de regresso recebemos a mensagem do alerta H1N1, que tinha chegado a Hong Kong. Mal saímos do barco começamos a ver imensas pessoas de máscara e em muitos sítios para alem da mascara também usavam luvas. Ao entrar no ferry começamos a perceber a dimensão da coisa, ou melhor a perceber que aqui não estão para brincadeiras, não se pode perder o controlo. No ferry tive vontade de tossir algumas vezes, respirei fundo para impedir a tosse, não fossem achar melhor deter-me para averiguações. Pensei, desgraçados daqueles que ficaram retidos no hotel, e que hoje passados quatro dias ainda lá estão, mas ainda bem que ficámos na praia, não fossemos parar a esse tal hotel.


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