
Quando cheguei ao aeroporto da Portela e senti aquele movimento todo, é que percebi como já estava a sentir falta disto.
Quando aterrei, inspirei aquele ar diferente, ouvi os ruídos discretos, vi um espaço novo e lembrei-me de como é importante respirar novos ares, sentir novos ritmos, dar aos olhos novos horizontes.
O hábito, os costumes, a rotina , castram os nossos sentidos. Desabituamo-nos de reparar nos pormenores, nas mais pequenas coisas. Agora, aqui, a minha alma voltou a despertar.
Organizado, silencioso, disciplinado, controlado, sério, verde, muito verde, florido, tão florido. Parques enormes, patos bravos, lagos, silencio, limpo, arrumado, calmo.
São quatro da tarde e todos andam na rua a passear, os filhos, os cães, a eles mesmos. A pé, de skate, de patins, de bicicleta, de carrinho. São muito educados, formais, distantes, frios.
É Primavera e está frio, chuva.
Os dias são gigantes, às 4am nasce o dia, ás 11pm ainda não é escuro.

A primeira impressão: “é tudo tão perfeito que me parece demasiado aborrecido”
A segunda impressão : “ eu gosto do terceiro mundo, tem outro ritmo”
A terceira impressão: “isto é tão verde, tem as flores, os jardins mais incríveis que alguma vez vi”
A quarta impressão: “ Lisboa tem um charme...”
A quinta impressão: “São muito educados, formais, distantes, frios.”


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