

A chegada a casa: sempre que chego a esta casa ao fim de algum tempo ausente, tenho sempre a mesma impressão de a casa estar muito apertada de tanta tralha, objectos e recordações...O meu quarto, parece-me que a cama vai diminuindo de tamanho, a quantidade de tudo o que acomolei nesta vida encontra-se aqui concentrada.Sinto sempre que entro no meu ninho, num casulo apertado, que me protege mas que não tem mais espaço para todos os meus movimentos. A mala nem dá para abrir, não há espaço. è incrivel como 10 meses fora, quase um ano, regresso e vejo que neste espaço está tudo exactamente como deixei, o mesmo monte de roupa por dobrar, o mesmo monte de roupa por lavar, os mesmos lençois que deixei, por isso cheiravam um bocadinho a mofo... um cinzeiro que estava tapado, cheio de cigarros lá dentro, credoooooo!!! esta tudo tão na mesma, a Sra. MAtilde(empregada), continuou a vir cá a casa, teve o cuidado de limpar o pó, mas as arrumações não fizeram parte dos seus movimentos, aliás acho que considerou todos os objectos e todos os montes de qualquer coisa como reliquias de um museu, limpou sempre mas sem mudar nada do sitio....o gancho que ficou esquecido, as meias penduradas a sair da gaveta a camisola entalada na porta do roupeiro, é a estagnação.
Mas para provar que nós não estagnamos, vou conhecer uma serie de "sobrinhos" que entretanto nasceram nestes 10 meses!!! E mexer mais numas barriguinhas que estão a crescer!! Abraçar uns quantos amigões, que me vão dar o calor para ver se esqueço este frio que já começou a gelar-me os ossos!!


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