
O Jack
O Jack tem 38 anos. Chinês que vive em Shanghai há quatro anos. Nasceu numa cidade perto de Zhuhai, na província de Guangdong. Viveu alguns anos em Cantão. Estudou na Universidade design de moda. No inicio dos anos 70 saiu a lei que proíbe ter mais que um filho. Como o Jack é de uma geração anterior, tem a sorte de ter mais quatro irmãos.
Hoje tem um bar e é relações publicas. Antes de ser gay teve uma namorada, que viveram juntos durante quinze anos. Hoje ela vive na Áustria, casou com um austríaco. A mãe do Jack morreu quando ele tinha apenas 18 anos. Ele nunca conheceu um amor tão forte como o dos pais. Desde o desaparecimento da mãe, que o pai continuou todos os dias, durante muitos anos , em todas as refeições, a manter o lugar da mãe à mesa, e era sempre a primeira a ser servida.. Viveu durante muito tempo, como se ela estivesse ainda a seu lado. Recusou até hoje, em arranjar uma nova companheira. Com oitenta e muitos anos prefere viver sozinho em vez de ir para casa de um dos filhos. Cozinha, trata das lides da casa.O jack não sabe por quanto tempo mais, mas para já não pensa sair de Shanghai. Gosta desta cidade.

O Jacky
Tem 35 anos. È filho único, por já ter nascido após a dita lei de não se poder ter mais do que um filho. Nasceu em Shanghai mas a terra da família é de Yangzhou, uma cidade perto de Nanjing, não muito longe de Shanghai. Na segunda guerra mundial, o Japão não satisfeito em apoderare-se da Formosa através do Tratado de Shimonoseki, em março de 1895, voltou a invadir a China pela Manchúria em 1931 e expandiu-se para o interior em 1937, provocando assim uma guerra que iria durar oito anos. A população viu-se obrigada a abandonar as localidades e procurar refugio.
O Jacky tem alguns amigos espalhados pela Europa, sempre que tem oportunidade dá lá um saltinho. Tem um negocio de cintos e carteiras em pele, exporta para o Japão , Coreia e Europa. Está noivo. Vai casar para o ano com uma japonesa. Gosta de viver em Shanghai, mas acha que já foi melhor. Acha-a grande de mais e muito agitada. Gosta muito de ir a Guangzhou(Cantão), Zhuhai e adora Macau.

A Henriette
Nasceu na Coreia há 28 anos atrás. Os pais não tinham condições para a criarem. A irmã estava num orfanato. A Henritte e a irmã foram adoptadas por um casal dinamarquês quando tinha 1 ano de idade e a irmã 3. Cresceu na Dinamarca. Estudou design. É web designer. Viveu quatros anos em Hong Kong, casou-se com um dinamarquês e vivem em Shanghai há um ano. Apesar da Henriette ser asiática, passa perfeitamente por chinesa, todos se dirigem a ela em chinês mas ela percebe tanto como eu.
Tentou entrar na Academia de Belas Artes da Copenhaga, não conseguiu. Apenas entram 30 pessoas por ano nessa academia para os cursos de artes, pintura ,escultura, vídeo, fotografia. O que dá uma média de 7 pessoas por curso.....pois nada fácil mesmo...
A Henriette continua a pintar, gosta de escrever poesia mas não se considera profissional.
Conversadora, e quase sempre de sorriso estampado. Gosta de viver em Shanghai, acha uma cidade segura e que está a fervilhar de acontecimentos. A Dinamarca esta extremamente cara, as pessoas andam demasiadamente deprimidas e é calma de mais.

O Keneth
Tem 30 anos, nasceu em 1977 em Singapura. Há quatro anos apareceu em Shanghai de mochila às costas. Hoje tem uma empresa, tem uma loja de roupa interior masculina em Shanghai e também em Beijing. O negocio está a correr bem, pensa abrir uma em breve em Shenzen. Escreve diariamente no blog mais visto de shaghai www.shanghaiist.com .
Projectos, ideias e iniciativa não lhe faltam. Adora viver nesta cidade e não pensa em mudar-se tão cedo. Singapura, é cara demasiado rígida, é bom regressar para ver a família e amigos, de restos não tenciona fixar-se lá.

A Daisy
Tem 28 anos. È de Shanghai. Também é filha única. Já não a via há ano e meio. Notei uma grande diferença. Ela própria diz que mudou muito. Cresceu, amadureceu. Hoje sente-se mais tranquila, mais serena. Deixou as depressões para trás. Sente-se mais segura e percebeu que não pode mudar o mundo. Optou em vez de estar sempre a revoltar-se em adaptar-se mais, em ser mais flexível e compreensiva perante os outros e as situações. Encontrou o seu caminho. Desistiu do curso de pintura, mas trabalha numa galeria de arte e trabalha a tempo inteiro num estúdio com mais outros artistas. Alguns, mestres que a vão orientando e ensinando algumas técnicas. Agora tem um namorado italiano, arquitecto, mas diz que ainda não é este o tal, aquele que a faça mover rios e montanhas. Gosta de viver em Shanghai, agora numa vida mais pacata, sem grandes euforias, com poucos mas bons amigos. Não fala em sair de Shanghai.


No comments:
Post a Comment