





Chegada à ilha sem a menor ideía para onde ir. Saltámos para o primeiro jipe, perguntámos às raparigas que já lá estavam para onde iam. Fomos com elas, desilusão total, passeios , jardins, bungalows organizados, escolas de mergulho umas a seguir ás outras, primeira impressão " Beverly "....não era bem isto que estava à espera de encontrar...ok, procurar um sitio para ficar...á medida que íamos percorrendo a fileira dos diversos bungalows ao longo da praia íamos avançando para o extremo da ilha, estavam todos cheios!!
ok, parar, sentar e comer. Alugámos uma mota e fizemo-nos à estrada. Começámos a subir a montanha , a afastarmo-nos da praia e a entrar cada vez mais no mato. Os bungalows aqui, tinham uma vista incrível, eram tranquilos mas quase todos tinham janelas abertas, espaços gigantes entre os bambus, nas paredes e no chão. Só de imaginar a bicharada toda a entrar, fiquei hesitante. Não tínhamos muita hipótese de escolha, com bagagens atrás, optámos por ficar no mais selvagem de todos, que por sua vez não tinha casa de banho no quarto. O bungalow era em cima de uma árvore, o sonho de qualquer criança. As janelas, eram buracos feitos nos paus de bambu. A vista era incrível, pela manhã percorríamos o trilho que levava ás rochas de onde saltávamos directamente para o mar. Nadávamos, mergulhávamos bem fundo naquelas águas translúcidas enquanto víamos os barcos a passarem.





Inacreditável. Quando me apercebi que estava mesmo no meio do mato primeiro estranhei, depois entranhei, já dizia Pessoa...Começamos a ter algumas visitas, como aranhas gigantes, osgas, formigas, traças, borboletas, minhocas. A primeira aranha que vi agarrada ao mosquiteiro, chamámos o homem para ir lá tirar, mas ele sem dó deu-lhe uma chinelada e acabou-lhe com a vida. Nunca mais chamámos o homem outra vez. Desde esse momento decidimos que todos os bichos eram visitas que podiam partilhar o mesmo espaço que nós. Eles estavam entretidos e nós também. Eles estavam em paz, e nós também. "Não me incomodes que eu também não te chateio!"
Estes dias foram incríveis. O Sitio brutal. Adormecer com o som das ondas que embalavam pela noite dentro, acompanhado pelo gri gri dos grilos. Acordar com o mar e, o eco das cigarras no seu auge.
Mas o bicho mais incrível que encontrei lá foi um escorpião, que por vezes parecia um rato.






























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