





No dia seguinte estávamos apostos para ir fazer um trekking pelo Parque Natural, visitar a cascata.
Todos equipados, nem todos, uns de chinelos, outros sem chapéu, às sete da manhã estávamos a entrar no jipe. O nosso guia guerreiro, parecia que ía combater os tigres e devastar a floresta.
Começamos a subir a montanha lamacenta, o sol que espreitava e começava a aquecer o dia, chegamos a um ponto em que não dava para avançar mais, estávamos ainda longe do destino. Uns tractores e máquinas barulhentas, movimentavam-se em várias dimensões. Os carros iam ficando parados uns a seguir aos outros, todos saem para fora para observar o processo "matar a árvore". Uma árvore imensa, de grande porte, primeiro que a cortassem, demorou. A árvore sangrava, ao assistir a tal espectáculo, era como se ouvisse
o seu choro. Nisto, começa a chover torrencialmente, chuva tropical que chega de repente e encharca tudo em segundos. Cada vez, mais lama, e nós enterrávamos os pés em cada passo que dávamos. A árvore foi cortada porque queriam aumentar a largura do acesso à montanha. No momento em que ela caiu ficou totalmente atravessada no caminho. Estávamos a ficar todos encharcados, a solução era ir a pé. O nosso guia estava feliz, tinha conseguido vender todas as capas de chuva.




Depois de termos feito uma boa caminhada pela montanha debaixo de chuva, o nosso guia recebe uma chamada no seu "walketalky" (não sei escrever esta palavra, fui pela função do aparelho), a dizer que já tinham tirado a árvore do caminho mas que o jipe não conseguia passar a lama. Precisavam da nossa ajuda, tanto para empurrar o jipe quanto para nos enfiarmos lá em cima e dar-mos peso. Assim foi, voltámos tudo para trás e foi a aventura de tirar o carro da lama que cada vez se enterrava mais.
Depois de muito patinar e de belos banhos de lama pela derrapagem do jipe, conseguimos. Uma grande festa e foi dessa que seguimos rumo às cascatas.

Caminhámos e fizemos um piquenique. O guia estava alerta com as panteras, olhos atentos que por vezes confundia ao longe um felino sentado à nossa espera com um arbusto.
A ida à forte cascata, onde alguns tomaram banho nas fortes correntes.
Depois da cascata fomos visitar o casino , a casa de férias do rei e ainda uma capela. Todos eles abandonados, fantasmagórico. À medida que subíamos a montanha rumo ao pico, a bruma avançava até que tudo se embrenhava em nevoeiro. Foi tudo abandonado com a guerra civil, no fim dos anos 70, destruíram tudo.
Foi uma sensação incrível, perdermo-nos entre labirintos do casino abandonado perdido na floresta as .Isolado no alto, totalmente destruído e de paredes húmidas, consegui sentir, fantasiar, como eram esses tempos na sua actividade.






























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Quando regressamos ao jipe, ele não pegava. O condutor tinha ficado dentro do carro com o rádio ligado, ficou sem bateria. Mais ua vez, o grupo teve que empurrar o carro nos montes de lama. Muito patinamos nós, e banhos de chuva com os de lama que as rodas nos salpicava. No meio da aventura, e da sua graça, passou pela cabeça de todos nós como sairíamos dali, daquele isolamento se o carro não decidisse andar.
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