
A alegria que se pode ter por encontrar a chave. Ou a desmoralização de não a encontrar.Não , não era a chave do tesouro perdido, mas sim a chave do atelier. Andava já a alguns dias para lá ir, mas não tinha como entrar. Entre as (des)arrumações encontrei diversas chaves sem nome, ía tudo para reciclar nos meus trabalhos, ou até mesmo directas ao lixo, quando achei melhor guardar e experimentar naqueles sítios que se tornaram interditos por falta de se ter a chave certa.
Com o atelier tive sorte, com o cadeado que está a impedir uma bolsa grande da minha mochila de ser aberta, não tive a mesma sorte. Passei as viagens todas deste ultimo ano e meio a querer rebentar aquele cadeado. Nunca cheguei a fazê-lo, porque tinha que destruir o fecho. Quando encontrei também por aqui umas chaves pequenas de um cadeado, sorri, e pensei "ei-las". Fui experimentar. Não abriram.


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