Monday, May 7, 2007

As passadeiras




Penso que por aqui as passadeiras servem apenas para enfeitar as ruas. Atravessa-se uma rua mais facilmente num ponto estratégico ao acaso do que propriamente no local indicado onde quase nos passam a ferro. É verdade que ao atravessarmos uma rua pela passadeira nos dá uma falsa prioridade, mesmo quando arriscamos dar o primeiro passo , os veículos não abrandam, aliás aceleram para não terem que travar, e já no meio da travessia eles contornam-nos, não vão eles perder 2 minutos do seu tempo , ou talvez seja a lei do menor esforço, reduzir, travar e parar para voltar a pôr a primeira e acelerar dá muito trabalho....
a realidade é que esse conceito aqui não existe o de dar prioridade a um peão, talvez porque aqui sejam mesmo mais que ás mães, e assim não empatam a circulação, que seja cada um por si!
Ainda me lembro que até há bem pouco tempo também funcionava assim em Portugal. Sinto que faço parte dos que educaram os condutores portugueses, porque arrisquei sempre em avançar para o meio da rua, nunca travar o passo numa passadeira, eles que parem, pois resultou quase sempre, mesmo quando os travões chiavam a fundo eu não parava na minha prioridade....pois é, aqui apesar de a velocidade ser mais reduzida , há muitos mais carros, motas e movimento, e de facto a filosofia é outra, por isso não arrisco tanto, pois condutores não param mesmo e não vá o diabo tecê-las....
Enfim , entrando no espírito deste funcionalismo e aceitando que as passadeiras quebram a monotonia do negro do alcatrão, acaba tudo por fluir sem ninguém empatar ninguém, prioridades no trânsito?! O que é isso ? Aqui não existem...

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