
Tenho medo, não dos outros. Tenho medo de mim.
Destes momentos de loucura. Dos meus vipes. Momentos de estupidez e embriaguez descontrolada. Momentos em que simplesmente confio em todas as pessoas e qualquer uma que se cruze comigo. Momentos em que não me calo e adoro dizer disparates em vez de optar o silencio.
Fico triste. Triste comigo, desiludida. Quando me arrependo, pelo que fiz, ou por o que deixei de fazer. Este é o peso maior, é o peso da merda que faço. Tenho rasgos de parvoíce como de loucura.
O problema sempre, é não saber parar. O álcool faz de mim uma pateta alegre, uma descontrolada, provoca uma euforia exacerbada. A ressaca, é quando ponho a mão na consciência e prevalece a angustia. A verdade é que ambos os estados, o de alcoolizada e de ressaca são extremistas, nada objectivos e pouco reais.
Tanto num como noutro, o melhor é deixar passar, e tudo volta à normalidade.
[Escrito há uns dias atrás]


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