Tuesday, June 3, 2008

12 horas de comboio - Varanasi a Delhi. 6 horas de carro de Dehhi a Agra

mudança de planos chegados a Delhi.
Depois de mais uma viagem de 10 horas de comboio (desta vez parecia um luxo, não estava a abarrotar pelas costuras) de Varanasi até Delhi onde nos fomos encontrar com a Jójó e com a Fani(mãe do Marcelo). O encontro estava marcado num dos hotéis da cidade. Digamos, que este foi o ponto alto (a nível de conforto ) da viagem.
Delhi estava a derreter, ninguém conseguia circular nas horas de calor, os 44 graus davam quebras de tenção a qualquer um.
Aqui fomos visitar o Forte, a Mesquita, o Templo de Gandhi, onde foi assassinado e mais uns passeio pela cidade que a meu ver está bastante mais civilizada, desenvolvida, limpa do que quando a conheci, há 16 anos atrás.
Aqui era o ponto de encontro e o momento de planeamento do resto da viagem. A ideia era ir para o Rajastão ( Jaipiur, Udaipur, ...). Mas devido às manifestações politicas, bombardeamentos e corte das estradas fomos obrigados a pensar em alternativas.




















Fomos para Agra, por estar ainda fora de perigo e de lá andamos empatados para decidirmos o que fazer às nossas vidas.
Enquanto estávamos no Taj Mahal, recebemos uma mensagem no telemovel das ultimas noticias " ameaça de bomba no Taj Mahal hoje!". Como devem calcular, mesmo que não passasse de uma ameaça, a verdade é que nunca se sabe, até que o momento passe, não deixa ninguém tranquilo.
De Agra só me lembrava do Taj, nas minhas memórias de há 16 anos atrás, recordo-me que não existia praticamente cidade. Muito poucos hotéis, e era uma cidade quase sem luz. Surpreendi-me o quanto a cidade cresceu. Ficamos instalados mesmo ao lado do templo num sitio óptimo, aberto, com relvado, arejado, simples e limpo.















































No último dia tínhamos que decidir qualquer coisa. As noticias ao invés de melhorarem pioraram. Estava impossível de ir ate ao Rajastão. Decidimos ir para Rishikesh. À última hora a separamo-nos. A Fani e a Jójó regressaram para Delhi, nós fomos apanhar a camioneta da meia noite. 10 horas de bus até Haridwar numa lata velha com pessoas muito estranhas. Venderam-nos o produto como o melhor autocarro, cama e muito confortável. Quando chegamos ao autocarro nem queríamos acreditar e pensamos ainda bem que elas não vieram, iam se passar.
O motorista era surreal, não tenho nenhuma ilustração túnicas brancas e colares a segurar um volante que lembrava os arcos para brincar á volta da cintura(ulaupe)...um calor parecia um forno, parecia uma caixa de restos de ferro velho. Era enorme, em largura, realmente tinha camas confortáveis. Mas quem é que consegue dormir, a sentir que aquilo vai capotar a qualquer momento?! Os buracos na estada, os automobilistas a guiarem como loucos em contramão, o nosso também. Os solavancos e as buzinadelas, não me deixaram dormir e fizeram ter um respeito ainda maior pela vida. As janelas iam abertas, tinham mesmo que ir, antes ficar mal de engolir fumo dos carros a óleo queimado, do que morrer sem ar. E no meio de tudo aquilo, respirar poluição não era nada.
Chegámos e nem queriamos acreditar que aquela lata velha tinha chegado ao destino. De Haridwar apanhamos um tuktuk motorizado. Negociámos e fomos com o que fez um melhor preço. A viagem ainda é longa, uma hora a engolir fumaça, a respiração estava a ser complicada, a garganta seca e intoxicada ainda para mais com os tais quarentas de temperatura. A meio do percurso tivemos que trocar de tuktuk, a mota já não aguentava mais, íamos a 20 à hora enquanto todos os outros passavam por nós como uma praga de insectos velozes.
Encontrámos um lugar bom para nos instalarmos, no cimo de uma montanha.







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