
Lembrei-me agora que não me queriam deixar embarcar em Bombaim também. Na portas para o Aeroporto temos que apresentar o bilhete e o passaporte para que possamos entrar naquele edifício. Eu comprei o meu bilhete na internet. Não tinha onde imprimir e dizia bem explicito que bastava guardar o código de reserva e apresentar o cartão de credito. O que é certo é que foram ver nas listas onde tinham os nomes dos passageiros, à entrada, e não estava lá o meu!
O guarda nem se esforçou, disse que não estava lá o meu nome, por isso que não podia entrar e muito menos embarcar e ponto final, deu meia volta e ignorou-me. Até que exigimos que alguém da Britishairways se dirigisse á porta. Foi assim, levaram o meu cartão de credito e eu fiquei do lado de fora do aeroporto. Ufffa pediram-me imensas desculpas, o porteiro guarda tinha visto mal o nome. E é assim, com incompetências e pessoas que não se esforçam minimamente, fazem os outros passarem mal uns bons momentos!!!


Digo antes de mais que foi um choque regressar à civilização. O silêncio nas ruas desertas e limpíssimas cheirando a grama húmida. A facilidade nas deslocações, transportes que chegam e partem às horas marcadas, o funcionalismo perfeito, tudo muito bem explicado e organizado num composto de conforto e facilidades. Os jardins , os canteiros de uma arrumação e tratamentos cuidados que estava impressionada. O facto de deixar de ter pessoas a atropelarem-se umas com as outras, de haver espaço, não haver cheiros intensos, conseguir ouvir o cantar de um pássaro no centro da cidade, uau..não ter os ouvidos a irritarem-se com péssimos ruídos dos motores velhos e das buzinadelas. Para quem não sabe na Índia deve-se mesmo apitar, é a maneira de não parar o fluido e avisar sempre o próximo. Por isso nas traseiras de todos os automóveis terem pintado bem grande " HORN PLEASE ! "Agora imaginem o que é biliões a movimentarem-se como formigas de enumeros carreiros diferentes todos buzinarem e a falarem ao mesmo tempo. Tinha dias que parecia que a minha cabeça ía explodir.
O ar mais limpo e seco assim como mais fresco fez com que voltasse a inspirar fundo novamente. Claro está que mesmo já sabendo como as coisas funcionam, conhecendo as diferentes realidades, também não deixámos de ficar chocados com os preços. É algo incomparável. Realmente que regressa de África ao fim de algum tempo ou da Ásia ainda paara mais quando o último pais é a Índia. Obvio que quando se regressa a uma civilização tudo nos choca, uma pela positiva outras pela negativa.
Confesso que já estava com saudades de respirar a Europa. Sem dúvida que sou uma pessoa que sente a necessidade de viver realidades diferentes para que dê sempre valor ao que não se tem em alguns sítios mas encontram-se noutros. Não há sítios perfeitos e com essa consciência tento tirar o melhor partido, usufruir ao máximo o que cada lugar tem para me oferecer.
O reencontro com o Daniel que está a adorar viver lá, ficamos na casa dele que está espectacular. E o encontro com o Rodrigo, a Patrícia, A Rafinha, etc...foram apenas dois dias, mas muito bem passados.
Ahh é verdade! Tomamos um banho que pareceu ter sido a única água que lavava mesmo nos últimos 2 meses. Saí branca, afinal não estava com a pele queimada, mas sim encardida. E fiquei com ela tão sensível e seca por ter desaparecido aquela camada protectora de pó, suor, incensos...


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