Friday, October 31, 2008

O regresso a Sampa




Confesso que depois da praia já estava com vontade de vir para a cidade. Não que esta me faça muita falta, mas porque estava com curiosidade de conhecer a cidade que há tanto ouvia falar de diversas formas.
A via rápida interminável que cerca SP não me aterrorizou. Afinal depois de quem vem da China dificilmente imagens como essa me chocariam. Estradas atulhadas de carros, céu de cor estranha devido à poluição, betão e pouca organização ou beleza, garanto que não foi por aí, as cidades da China também sofrem do mesmo.
Cheguei já era noite, por onde andei fiquei com a noção que é uma cidade escura.
No dia seguinte quando acordei, o dia estava cinzento e deparei que a cidade também era muito cinzenta. Entrei em desespero por não entender nada. Por me sentir perdida, desorientada nesta imensidão e que pior, é que é das cidades mais perigosas do mundo. Nesse dia, não me aventurei muito. Do alto desta casa (21º andar) observava ao redor, tentava encontrar um limite, ele não existe. Em casa fiquei. O rio. Curioso, antes de vir para cá tive um sonho com o rio de São Paulo, santa a minha ignorância que nem sabia que esta cidade tinha um rio. No sonho ele era longo e bem escuro, poluído. E não é que acertei?! E tem um cheiro ruim, parece um rio morto, ele não é castanho, é quase preto, é nojento, eu chamo-lhe o rio sem vida.

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