
Acordei na aldeia. O galo canta. Passam as carrinhas com buzinadelas diferentes, cada uma com o seu toque, para diferenciar se é a que tráz pão, ou peixe, ou carne, ou a mercearia. As gotas gordas da chuva, batiam no telheiro. Ah não, está a chover, eu a pensar que ia para a praia. Não faz mal, chove ou faça sol, o que é certo é que estou no campo de novo a ouvir os sons da terra. O pássaro, o gato, o cão, o galo, a chuva, a vizinha, o vento e, um silencio profundo.
Fomos passear até Aya Monte. De regresso parámos na Cacela Velha onde comi as ostras mais frescas, gordas e saborosas de sempre. Passagem por Tavira onde vimos o sol a esconder-se. A pouco tempo de deixar Portugal há que aproveitar o que esta terra tem com os que cá estão.


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