Wednesday, March 4, 2009

Casamento



O carnaval já foi e ainda nem falei de vária coisas que têm acontecido. Penso que algumas já nem vou referir. Mas antes de falar do carnaval, das viagens que tenho feito por aqui, do que vi e presenciei. Vou deixar-vos algumas fotografias do casamento judaico que fui. Foi a primeira vez que presenciei uma cerimónia Judaica ortodoxa.
(Vou deixar mais tarde uns vídeos deste dia.)
Foi engraçado, todos os homens tinham de usar o Quipá (o seu uso é usualmente associado ao reconhecimento da superioridade divina sobre o ser humano, sendo o símbolo de humildade perante o criador e de submissão à sua vontade) e ficam separados das mulheres. De um lado os homens, do outro a mulherada.
Na passadeira entra primeiro o cantor de microfone sem fio, a cantar musicas em hebraico, depois esfilou o noivo abraçado á mãe, depois um casal da terceira idade(soponho que os avós), de seguida umas criancinhas, passaram mais uns quantos antes da noiva com o pai.


No altar com o Rabino a começar a cerimonia, a noiva, mais a mãe desta e a mãe do noivo, dão sete voltinhas á volta do noivo. Ao chegarem à chupá, a noiva, os pais (e, segundo a tradição de alguns, até os avós) circundam o noivo sete vezes. Este é um costume de origem cabalística, difundido apenas entre as comunidades judaicas ashkenazitas (ocidentais). As voltas são alusivas aos sete dias da Criação. No dia do seu casamento o noivo é comparado a um rei. Assim como o rei é cercado pela sua legião, o noivo deve ser rodeado pela noiva e o seu séquito.
O ato final da cerimônia é a quebra de um copo de vidro pelo chatan, lembrando a todos que mesmo na maior alegria pessoal devemos lembrar a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e continuar a almejar pela sua reconstrução.
Outros significados para a quebra do copo:
Nos lembra as primeiras Tábuas da Lei, quebradas após o "Grande casamento" entre D'us e o povo de Israel; que somos mortais e devemos nos casar e multiplicar; que somos como vidro, que mesmo quebrado, pode ser reconstituído, como através de nosso sincero arrependimento somos perdoados.
Ao som do copo quebrado, a atmosfera solene é rompida e substituída por danças e música. Todos devem animar os noivos expressando a alegria e apoio ao casal que constitui a partir deste momento, mais um elo na corrente de vida através da Torá.
Começam todos a cantar e a dançar com uma energia fulminante.
Seguimos para o banquete. Durante duas horas não paravam de dançar freneticamente, mulheres com mulheres e homens com homens.















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