














com os seu olhos especados,
dá uns passinhos bem rapidinho,
ora para um lado ora para o outro,
uns tantos para a frente e outros mais ainda para trás.
Sai da toca,
arregala os olhos,
mira á volta,
curioso avança,
vem uma onda recua bem rápido.
recua a onda,
espreita do buraco,
sai devagarinho,
mais uns passinhos cautelosos, pára.
Uma corrida, pára,
mais uns passinhos para o lado,
pára,
olha em volta,
uma corridinha para o outro lado,
pára,
mais um olhar,
tempo de recuar.
Calmamente sente o calor do sol,
a areia húmida,
avança lentamente,
um movimento subtil do meu braço e
paralisa os seus movimentos,
tenta passar despercebido,
mais um movimento do meu corpo e foge para o primeiro buraco onde possa se esconder e por lá permanecer.
Páro, sossego e fico á espera para ver qual a sua reacção,
nenhuma.
tranquilamente espero pelo momento de ele ter coragem e espreitar fora do buraco.
Quieta,
estou parada,
qualquer movimento irá amedronta-lo novamente.....
ei-los redondos e salientes,
observam ao seu redor,
lentamente sai do esconderijo,
confiante avança.
A meio caminho pára, sem saber muito bem qual a direcção a tomar recua mais um pouco, pára e volta a dar mais uns passinhos....
curiosos os caranguejos, é engraçado observar as suas reacções, os seus movimentos....
caranguejos que se amedrontam,
que fogem com a mesma velocidade que saem do buraco e exploram,
que avançam e recuam, que andam andam em todas as direcções,
primeiro que caminhem numa só direcção precisam de dar uns tantos passinhos trocados.
No fundo só querem se sentir protegidos por isso ficam aninhados, no refúgio, no conforto da sua toca.
Quando caminham à superfície, desprotegidos e cautelosos,
na areia molhada procuram os seus companheiros para que sintam juntos o calor , os raios de sol .


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