Monday, December 8, 2008

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Se há coisas para fazer (quem não está a trabalhar pode ver tudo mesmo) em São Paulo,para além de trabalhar e beber uns copos pela noite dentro, é visitar as inúmeras exposições que estão sempre a acontecer, nas diversas galerias e nos museus, MAM , MASP, MAC. No Parque Ibirapuera , visitei a OCA, eram os 60 anos do MAM, surpreendi-me com alguns trabalhos de artistas que não conhecia e outros que reconheci. A mostra parte de um núcleo do modernismo histórico da primeira metade do século 20 e chega até o presente. Panorama que passa O foco está tanto nas dificuldades de institucionalização do ideário modernista como na problemática da atualidade na cena contemporânea. As reflexões colocam em xeque a visão de arte moderna como algo homogêneo e de contornos definidos. E assim, por intermédio de documentos de diferentes naturezas e de obras associadas a momentos pontuais da vida do museu, "MAM 60" fornece ao público o panorama de uma história complexa, caracterizada pela busca de identidade, pela perda de rumos e pela descoberta de novo modo de ser.




























A exposição do Frans Krajcberg fascinou-me pela sua dimensão envolvente e inquietante.
"Frans Krajcberg: Natura"
Na mostra, o artista brasileiro precursor da arte ecológica no Brasil retoma as premissas propostas no Manifesto do Rio Negro.
O movimento histórico, que denominou as bases conceituais para a nova consciência ambiental e existencial (denominada de naturalismo), é reconstruído por meio de 65 esculturas e 40 fotografias feitas e selecionadas por Krajcberg.





















































Fui visitar também a Bienal de São Paulo, que desde sempre me lembro de ser conceituado. Foi uma grande decepção mesmo já me terem preparado de antemão. Polémica lá isso foi. Deixo aqui um artigo dos muitos que todos se referiam ao mesmo.

A crise e o vazio
Abre amanhã para o público a já polêmica 28ª Bienal de São Paulo, que neste ano reúne 42 artistas e deixa vazio um andar inteiro
Publicado em 25/10/2008 | PAULO CAMARGO
São Paulo - O tema da 28ª Bienal de São Paulo, que abre amanhã para o público e vai até 6 de dezembro, é “em vivo contato” (assim mesmo, com as iníciais minúsculas). Há meses, entretanto, o evento vem sendo chamado pela imprensa nacional de a “Bienal do Vazio”. O apelido foi dado em decorrência de dois fatores: a crise financeira que quase a inviabilizou e a opção dos curadores, Ivan Mesquita e Ana Paula Cohen, de transformar o segundo andar do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, desenhado por Oscar Niemeyer, em “planta livre”, como foi concebido por seu criador. Sem paredes, divisórias ou qualquer outro tipo de intervenção, a não ser as árvores do Parque do Ibirapuera, que podem ser vistas através dos amplos janelões do edifício.
O termo “planta livre” refere-se ao conceito criado por Le Corbusier, em 1926, para definir um dos cinco princípios da nova arquitetura: com a utilização de pilotis e o concreto armado, as paredes não são mais usadas na sustentação dos andares de um edifício. Esses princípios estão na base da arquitetura moderna brasileira. “Desta vez o segundo andar está completamente aberto, revelando sua estrutura e oferecendo ao visitante uma experiência física da arquitetura do edifício”, disse o curador Ivan Mesquita.

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