Tuesday, December 9, 2008

vistas


Já começo a circular melhor nesta cidade, mas a verdade é que não é tanto assim. Ou cada vez sou mais desorientada ou esta cidade de organizada não tem nada. De metro entendo-me, mas nesta linha minúscula ou melhor, minúsculo proporcionalmente ao tamanho desta cidade que esta incluída nas maiores do mundo, é ridícula.Das maiores e muito pouco funcional ou prática. É preciso muita sorte, o melhor mesmo é andar ao contrario do fluxo do transito. Basta haver um pequeno acidente para ficar a cidade toda paralisada. Sim no outro dia depois de termos ficado duas horas parados, literalmente parados na paulista, acabamos por desistir e metermo-nos por outras vias, eram 6 da tarde, so para ficarem esclarecidos cheguei ás onze e meia da noite a casa, sim porque as ruas estavam de tal forma congestionadas que era impossível, não, não moro fora nem nos arredores da cidade.O que aconteceu?!Um camião tinha tombado numa das grandes avenidas.
O yoga é a três quarteirões de casa, vou a pé, o que é muito bom. Mas parece yoga de reabilitação motora não puxa por mim e não faz assim tanto efeito, preciso de procurar outro.
Bem que tento ir correr para o Butantã, mas corrida nunca foi o meu forte. Então optei por andar e correr na passadeira do ginásio aqui do prédio. Correr é mentira, não aguento mais de sete minutos e fico completamente de língua de fora.
Já fui até ás piscinas da USP, poderiam ser a melhore opção, pela diversidade, tamanho, e espaço incrível, além de serem perto de casa , mas não são, pois é altamente controlada a entrada e apenas para estudantes e professores da cidade Universitária. Consegui entrar com cartões emprestados e de óculos escuros, a questão é que é tudo computorizado e esta onda de clandestinidade não é para mim. Só o nervoso miudinho que fico até estar lá dentro, geram-me umas cólicas que acabo por não tirar total prazer das magnificas piscinas.

Sem dúvida que esta é uma grande cidade de contrastes também.De dia, quem circula pelas ruas o panorama é um, de noite muda completamente de figura. Parece que as gentes desta cidade estão agrupadas distintamente por géneros opostos, fazendo com que a cidade de dia e de noite pareça duas cidades completamente diferentes. De dia anda tudo o mais discreto, amorfo, tenso, desconfiado,......; de noite a cidade transforma-se em milhentos spots, de musica, luz, glamour, festa, conversa e descontracção,.......

A malha urbana, passear pelas zonas nobres da cidade, onde há muito verde, e casa bonitas, por trás o choque de prédios grandiosos, arquitectura moderna , todos estes espaços cercados por grades altas pontiagudas no cimo, alarmes, arames de choque eléctrico, ou arame farpado para alem do alto sistema de segurança , vigia humana e de câmaras. Em cada esquina, ou cruzamento de bairro, lá aparecem, as cidades dentro das cidades, o amontoado de barracas ou casa em tijolo inacabadas, surgem mais prédios que parece que sofreram uma guerra, entra-se num outro bairro e queremos fugir dali o mais rápido possível, e noutro que se quer morar ali. Ninguém entra num prédio sem ser identificado e mesmo assim, apenas se essa identificação for reconhecida. São ilhas de luxo e/ou de miséria, são ilhas de prazer e/ou de medo, saõ ilhas de fantasia e ilusão ou de realidade dura e crua.

Os aviões cruzam o céu de dois em dois segundos, jás os tive a contar. Os jactos destes juntam-se á restante poluição sonora e do ar, buzinas de viaturas, tubos de escape, motores ferozes, velozes ou cansados e desgastados, sirenes de ambulâncias, de carros de policias, de bombeiros, picaretas, martelos, construção, máquinas de alcatrão e todo o tipo de maquinaria possível.

Sinceramente, gosto e preciso das cidades dinâmicas e muito urbanas, mas não por muito tempo, o meu lar tem de ser no campo, perto do mar, sim , aí sou eu.





Enfim, só sei que estou prestes a meter mochila às costas e seguir viagem.

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