
Com tantas andanças mais uma vez deparo com a frase de Pessoa "Primeiro estranha-se depois entranha-se" acrescento ainda, porque além da primeira esta também me tem acontecido Primeiro entranhar e depois estranhar. Tem sido assim a minha vida nestes últimos três anos e meio. Adaptar, desadaptar, chegar, deixar, ir, vir, estou aqui, vais para onde, quando vens, quanto tempo, e agora é para onde, até quando,.... Chegou a altura, depois de ter separado e confundido de tal forma as minhas raízes, chegou a altura de as agarrar em algum lugar novamente. É urgente enraizar-me. Elas estão em banho maria, estão a germinar, falta o chão, falta a terra para se segurarem e desenvolverem. Por quanto tempo? Até quando? Onde? Para sempre? Lá? Aqui? Acolá? Ali?


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