Sunday, April 12, 2009

Thai moments



Passei o primeiro dia de Bangkok no hospital a fazer um check-up que estava marcado. Fiquei impressionada com a qualidade e eficiência, estilo luxo asiático. Nem cheiro a hospital tinha nem vestígios de decadência. Todos os serviços médicos deviam ser assim, bons equipamentos, bons médicos, bom serviço, conforto e ambiente tranquilo ao invés de agoniante como a maioria dos hospitais públicos o são, infelizmente. A maioria dos pacientes, pelo menos naquele dia, deduzo que seja assim a maior parte do tempo, provinham do Oriente Médio. Nunca tinha visto tantos trajes concentrados dessa região, tanto em homens como em mulheres. Vi uma vestimenta que nunca tinha visto antes. Uma mulher toda coberta, tinha na face uma espécie de armadura metálica, para que ninguém lhe tocasse no rosto. A primeira que vi a passar não consegui deixar de a olhar com estranheza, parecia que tinha um bigode gigante que ia desde o nariz até á boca, um bigode farfalhudo de homem diria. Afinal não era um bigode, era parte da armação, uma barra enorme metálica. Que confusão que aquilo me fez.

De seguida deu para ir a um dos meus mercados favoritos de BKK. Ainda bem que não havia nada muito atractivo e que eu estou muito mais comedida. Por isso o passeio foi curto e sinceramente queria era descansar e esticar o pernil.
Dia seguinte mudámo-nos para um Resort muito tranquilo sobre o rio.. Finalmente o sol apareceu e de que maneira. Já quase há um mês que não o via. Senti-lo foi uma delicia maravilhosa.


Domingo preparávamo-nos para sair, dar uma voltinha. Demos mas é meia voltinha para trás porque foi declarado estado de emergência pelo primeiro ministro. Os centros comerciais , lojas, restaurantes do centro, começaram todos a fechar num abrir e fechar de olhos. As pessoas recolheram-se em casa ou nos hotéis. As noticias não eram nada animadoras, menos ainda eram as imagens.
Momento de tensão geral, esperava-se que acalmasse nas horas seguintes, mas não aconteceu. Só aconteceu três dias depois.
Coincidiu mesmo com o Songkran (Ano novo tailandês), o Ministro cancelou todos os festejos.
Bom, o que é certo é que eu tinha um compromisso, encontrar a minha amiga que não via há um ano. Informei-me e estava tudo tranquilo fora do grande centro da cidade.
Mal sai da redoma, fecho os vidros do táxi, percebi que afinal estava a acontecer uma guerra, não com armas de fogo, mas sim com armas de agua e farinha. Musica nas ruas, muitos baldes de água, muita guerra de água e muita alegria. Á medida que me aproximava do local combinado, aumentava a concentração de gente em festa. Mal saio do carro, levo um banho de água, e um disparo, e outro, e mais outro, passam-me farinha na cara, sorri, não havia nada a fazer senão comemorar "happy songkran" , "happy new year".
Toda eu pingava, a minha roupa interior estava mais que encharcada. Encontrei-me com a Henriette e foi muita risada, uma animação completa que foi até de madrugada.. Foi difícil atravessar a multidão e pior foi não conseguir secar durante 18h. Estranho é que, enquanto numa parte da cidade estavam nestes festejos e nestas guerras de alegria, em todos os estabelecimentos comerciais que se encontravam abertos tinham a televisão ligada, as imagens da outra parte da cidade eram cada vez piores. A guerra não era de água , nem de alegria.
Mais uma vez, deparei, que por mais vezes que vá a esta cidade, nunca tenho dois dias iguais.




















Deixei a cidade e aparentemente estava pacifica.



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