
A Matilde chegou!


Depois do jantar de dinamarqueses no restaurante AMOKKA, uma reunião de cerca de 30, foi a vez da reunião de portugueses pela noite dentro. Primeiro no Sugar, muito 'cozy', musica e ambiente muito 'cool'. De seguida no Shelton, bar bastante 'underground' foi noite de hip hop à grande. Seguimos para o Mao, grande som. Já não estava com tantos portugueses há um mês, deu para matar saudades da nossa bela língua.
Saímos do Mao e ainda fomos parar ao Dragon.


Quando a Matilde chegou perguntou-me, bem já estás toda 'socialize' estou a ver, já dominas o meio, sais e encontras pessoas conhecidas em todo lado? ri-me e disse-lhe que nem pensar nisso.
Mas engraçado é que esta noite, em cada bar que passava encontrava uma ou mais pessoas conhecidas. Assim como andar na rua e cruzar-me com alguém conhecido. Faz com que já me comece a sentir em casa, "Rita!", "hey Rita"...pois, já que não tenho casa fixa, faço desta cidade a minha casa.
A noite acabou quando começou o dia, a comermos a pasta italiana confeccionada pelo italiano Andrea.

Enquanto a Matilde trazia a cor e o calor de África eu absorvi a neve na minha pela como se pode verificar aqui.



Não percebo, mas aqui nos bares têm um truque. Não podemos largar a nossa bebida. Mesmo que ela esteja completamente cheia, assim que viramos as costas eles levam-nas. As primeiras vezes não liguei, até que me comecei a passar, as bebidas não são propriamente baratas e para além do mais acabamos por beber mais, porque temos que estar sempre a pedir outra sem nunca acabarmos nenhuma. Por isso, as primeiras vezes que ia reclamar ignoravam-me sempre, um dia irritei-me a serio e supliquei para falar com o gerente. Expliquei o sucedido e indignada exigi bebidas novas para aquela mesa, porque não tinha sido só a minha a desaparecer. Dito e feito. Bebidas novas. A partir desse momento, já perdi a conta das vezes que ando à procura do gerente. Ontem uma das empregadas entornou-me o copo cheio e foi-se embora como se não fosse nada com ela. Nem cheguei a provar a bebida. Fui atrás dela, quis ignorar-me o tempo todo, andava a fugir de mim e disse-me que não fazia ideia onde estava o gerente. Passei-me, não percebia porque não simplificava as coisas e estava a mentir a dizer que não tinha nada a ver com o assunto. Quando lhe disse que ia fazer queixa dela suplicou-me"please no, they will kill me". Bolas estava difícil perceber onde estava o problema dela em continuar o seu mau serviço, deixei a rapariga e fui falar com o gerente que me deu uma nova bebida, furioso queria saber quem era ela, menti-lhe ao dizer que não fazia ideia, mas confessei-lhe que a rapariga estava em pânico que a despedissem e que deviam ser mais flexíveis.
Por vezes tenho uma vontade louca de atacar malaguetas, começo a comer como quem come amendoins. Quanto mais como, mais a arder fico e mais quero. Adoro quando alguém vê e quer fazer o mesmo, dá uma trinca na primeira malagueta e de seguida grita, cospe, chora, bebe água, eu solto uma gargalhada. Foi o que aconteceu nesta manhã.Bem que me avisam para parar, pois no dia seguinte eu é que não rio mais, todos sabem o que acontece quando se abusa do piripiri.
Assim como, nos dias de ressaca gosto de comer vegetais sem parar, dar trincas em gengibre cru, se não me vou encontrar com ninguém até alho cru gosto de comer



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